Tuesday, November 10, 2009

AMAZONINO SE QUER DE ESQUERDA RECORRENDO A PRACIANO

Jornais de Manaus noticiam que o prefeito cassado, em primeira instância, pela proba juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino Mendes, esteve em Brasília, no mês de setembro com o presidente Lula e na ocasião comentara que o deputado federal do PT-AM, Praciano, seria seu candidato para disputa de uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2010. Verdade ou não verdade, em orientação saltam dois estados de coisas de tal afirmação-indicativa em forma de enunciação negativa.

Uma, Amazonino, indicar a Lula o nome de Praciano. Sabe-se muito bem que Amazonino não tem intimidade política, e nem orientação de práxis social que o faça um sujeito com qualquer possibilidade de ser escutado por Lula em negócios políticos. Além de que, não é dado a Lula qualquer sentido de interferência na escolha de candidatos de seu partido, PT, nos estados onde disputa eleições.

Sendo assim, no primeiro estado de coisas, Lula não levaria a indicação de Amazonino além do lugar onde o fato foi conversado – se foi. Posto que é notório que historicamente Amazonino, tanto como administrador-público quanto como defensor de ideias políticas, é totalmente diferente de Lula. Amazonino é um administrador-personalista e, politicamente, da direita tradicional. Desta maneira, se houve a tal conversa ela ficou onde ficou. Não se desdobrou para outros territórios como enunciação verdadeira e produtiva.

O NADA ENTRE AMAZONINO E PRACIANO

Hoje, dia 10, pela manhã, este Bloguinho Intempestivo entrou em contato com o gabinete do deputado federal Praciano, em Brasília, e conversou com seu assessor Lizardo Paixão, sobre o tema, e sobre a informação dada pelo jornal Diário do Amazonas, que publicou ter falado com Parciano e esse haver dito que fora informado da conversa de Amazonino com Lula, e que “ele só não dispensaria um empurrão do prefeito”.

Lizardo Paixão, sem paixão, mas com razão, afirmou-nos que se trata de especulações e intrigas de tempo de eleições. Disse, ainda, que o PT não se pronuncia sobre candidaturas antes das eleições internas do Partido. Só depois, quando o cenário político ficar decido é que o partido vai cogitar seus candidatos. E, se Praciano tivesse que se candidatar a uma vaga ao Senado, ele só aceitaria se houvesse uma posição homogênea de apoio do Partido no âmbito Nacional e Regional, analisou Lizardo.

Praciano é, no Amazonas, principalmente em Manaus, junto com o vereador Zé Ricardo, também do PT, o parlamentar que tem convicções política, econômica, social, artística de esquerda. Os outros parlamentares dos partidos da esquerda Oh, My Darling!, como Eron, Vanessa, Marcelo Ramos, todos pertencem ao esquadrão da direita reacionária que há quase trinta anos assombra a democracia no Amazonas. O que o faz um homem de postura existencial muito diferente de Amazonino, e afirma ser impossível de realidade a frase “não dispensaria um empurrão do prefeito”. A não ser em sentido irônico. Além de que, o eleitor de Praciano é anti-Amazonino, e Praciano, aceitando Amazonino, afastar-se-ia de mais de 12% votos certos que são seus companheiros legislativos/democratas: seus eleitores. Aceitar “empurrão” de Amazonino seria aceitar, também, “empurrão” de toda a direita reacionária, e, de quebra, o “empurrão” dos suspeitos de crimes, os irmãos Souza, responsáveis pela eleição (cassada) do prefeito Amazonino.

De certa forma, a enunciação de Amazonino, em que afirma ter indicado Praciano ao Lula como candidato ao Senado, surge na subjetividade política de Manaus como um canto crepuscular de uma aurora que se afasta do dia. Uma aurora, como diria, Nietzsche, saudosa da parte mais importante do dia: o meio-dia. Amazonino, mesmo que não tenha lido Marx, sabe que na subjetividade de hoje seus quereres não são quantas diferenciais. Não produzem realidades outras. Não provocam variações. Quando se dizia de esquerda não foi; agora, incrustado por corpos direitistas, se quer esquerdista, anunciando Praciano, mas não exala potências comunalidades. Sua última eleição, irmanada com o que há de mais atroz no palco da política amazonense, configurou de vez sua representação burguesa. Assim, o único conforto de Amazonino, para se sentir de esquerda, seria indicar o deputado estadual Sinésio (PT-AM) para o Senado. Esse, pelo menos lhe ajudaria a manter suas duas faces: realista de direita e ilusão de esquerda. Como dizem os fenomenólogos: efabulação de ideias. Tudo que Sinésio carrega.

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Wednesday, October 28, 2009

A FALOCRACIA EVIDENTE NA PROPAGANDA DO PP AMAZONAS

Para o Partido Progressista, a imagem da mulher moderna.

Para o Partido Progressista, a imagem da mulher moderna.

Propaganda do PP, veiculada na televisão manauense ontem, e que mostrava a deputada federal Rebecca Garcia, fechou com a sentença: “só uma mulher sabe bem arrumar a casa”.

Evidência de uma política que tem menos por interesses o Bem Comum do que preparar armadilhas para o povo, a sentença transborda uma subjetividade falocrática: onde os signos constituem uma hierarquização a partir do Homem, e que organiza os outros objetos a partir dele.

Assim, a mulher tem um lugar fixo nesta sociedade: seja na família, no trabalho, em qualquer outro espaço social, predomina sempre numa condição de subalternidade à força hominista. Os espaços de atuação são reduzidos à improdutividade e à imobilidade no plano das produções materiais e imateriais. A ‘mulher’, no plano cultural, se constitui existencialmente a partir do homem. Nada de democracia, já que não reflete o Desejo-Comunalidade, mas apenas as inseguranças existenciais de alguns grupos.

Assim, no plano político, o PP sentencia aquilo que ele professa no plano de suas relações institucionais. Não por acaso, Rebeca é filha obediente ao pai, o ex-deputado federal Francisco ‘sortudo‘ Garcia, dono de concessão pública de TV, a qual hospeda a grande maioria dos tele-miserabilistas manoniquins. Fato comprovado por uma das ‘filhas’ de Garcia, a deputada estadual Conceição Sampaio (cujo grande trabalho jornalístico, segundo ela mesma, foi entrevistar o ex-jogador Roberto Dinamite no vestiário do Vivaldo Lima, este só de toalha), que afirmou recentemente que não é dona dos próprios votos, mas que estes são conseguidos graças à exposição em horário de almoço, na referida tevê. A deputada furtou-se ao trabalho de acrescentar: à guisa de exploração da miséria social. E de incorrência em ato inconstitucional, quando subloca espaço televisivo concedido pela sociedade através dos governos em nome do lucro, desviando a função legal (pedagógica, educativa) dos meios de comunicação.

Ordenado de acordo com interesses diversos daqueles produzidos pela razão e engendrados como movimento desejante, o PP segue a linha da maioria dos grandes partidos brasileiros: não são produtos da polivocidade produtiva de um povo, mas como afirma o republicano jornalista Mino Carta, são apenas clubes nos quais os membros têm interesses privados. Daí não sentir quando a sentença discriminatória passa pelo seu programa. Ao contrário, talvez a pense até meritória. “Lugar de mulher é na cozinha”. Bem definida, bem domesticada. Longe da possibilidade de suspeita de que essa condição de mulher não passa de armadilha.

Daí ser impossível fazer uma política no plano de produção do Novo. O produto “mulher” que é oferecido pelo PP na sua propaganda televisiva é fetichizado, esvaziado da sua potência de agir, transformado em objeto submetido a interesses exógenos. O que apenas confirma a condição de partido de direita que ele, PP, professa

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Saturday, October 24, 2009

MANAUS, MANAUS, MANAUS… DESPERTA, MANAUS!

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

 Hoje é dia 24 de outubro de 2009. Em 24 de outubro de 1848 a Lei N° 145 promulgada pela Assembléia Provincial do Pará instituiu Manaus como cidade com o nome Barra do Rio Negro. Entretanto, foi exatamente em 4 de setembro de 1856, que se instituiu como cidade de Manaus.

Em decorrência de posições antagônicas políticas e econômicas que pretendiam maior independência local para se livrar das decisões vindas do Pará, em 5 de setembro de 1850, o Imperador Dom Pedro II sancionou o projeto aprovado pela Câmara criando a Província do Amazonas.

Na luta pela independência do Amazonas destacou-se um personagem: João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha. Visto pelo Império como um homem de confiança, foi nomeado pelos colonizadores em 7 de julho de 1851, tornando-se governador da Província do Amazonas. Hoje, nos livros didáticos considerado o primeiro governador do Amazonas.

As lutas política, econômica, social e cultural para tornar o Brasil República alcançaram seus objetivos em 1889, quando o Brasil tornou-se uma República Federativa. Foi assim, que em meio a essa nova realidade política brasileira que o Amazonas livrou-se do julgo da condição de Província, e passou a ser Estado. 

MANAUS, QUE CIDADE!

A Terra como planeta errante está duplicada em Substância-Natureza-Naturante  e Cultura. A Cultura é a produção humana emergida como produto criativo dos sentidos e da razão. Embora o homem seja natureza, seus atos estão mais relacionados aos seus objetos e idéias culturais. Cultuando os significados culturais, ele, os tomas como sua própria vida e reage de acordo com esses enunciados.

Esta semana, em Manaus, as escolas, órgãos do governo e entidades particulares se esmeraram em cultuar a data considera como de comemoração do aniversário da cidade. Os professores mandaram os alunos pesquisarem sobre a história de Manaus, os órgãos governamentais estimularam seus agentes com a névoa manauara, assim como as entidades particulares. Uma espécie de memória orgulhosa de seu passado. Mas há uma certa ironia neste passado orgulhoso. Foi exatamente a natureza quem proporcionou o elemento que iria dar à cidade a sua face cruel. Iria mostra o quanto é fantasiosa essa cultura. O badalado ciclo do látex, também conhecido como ciclo da borracha. A borracha que serviu muito para seus exploradores, mas nãos serviu para apagar a memória do sofrimento causado nesse período.

Triste trópicalidade. Um clima e uma vegetação mostram a tara das classes exaltadoras da cultura. A Manaus-Paris, foi construída sobre os sofrimento dos índios, caboclos, mestiços e nordestinos para fazer valer as fantasias e os delírios capitalistas no fim do século XIX e começo do século XX.

E é exatamente esse fator passado cruel que mais domina a consciência social de grande parte dos manauaras, principalmente dos governantes. A Paris que nunca fomos. A não ser em nossa imaginação colonizada, que não nos permite  sequer elevar-nos à condição de província. Manaus, triste trópico que não tendo a alegria para comemorar, comemora a dor.

Que memória nossa. Um passado que alcançamos porque não somos felizes hoje. Em nós, o filósofo Nietzsche, é confirmador:”Apenas o que não cessa de causar dor fica na memória”

Então, passeemos com essa memória. Deleitemo-nos com essas fotos da arquitetura cidade-fantasma em nossa pós-modernidade urbana do “novo” fantasmal.

Fotos: AFIN

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Friday, October 23, 2009

JUDAS ESCAPA DA MALHAÇÃO DE LULA E DA DIREITA

O filósofo Karl Marx diz que o fetichismo é um absurdo. Ele surge como a ilusão da consciência social produzida na objetividade pela abstração do objeto real (matéria) transformado em aparência (reificação) como senso comum e recognição de valor. O discurso que permeia as relações dessa sociedade iludida como sustentação de suas representações alienadas. O absurdo do fetiche.

Assim, para que o sujeito-fetichizado possa escapar da ilusão da consciência social, é preciso que ele eleve sua faculdade social ao exercício transcendente de seus sentidos e sua cognição, quebrando a unidade (desalienação) das representações (Mesmo) como senso comum. Nada do que fizeram Lula e a direita em relação à ilusão da consciência social apresentada na dogmática cristã como fetiche: Judas. Judas como traição. Moralidade repulsiva. Aparência do Judas histórico. O que serve como modelo do mal para impedir as boas amizades. O discurso moral que recorreram Lula e a direita.

Ninguém precisa ler Marx, Nietzsche, Deleuze e outros filósofos para saber que Cristo carregava a potência do amor, a singularidade que liberta as almas (mentes) oprimidas. Por isso, ele foi o mais amoroso, o engajado na sociedade dos amigos da vida como força criativa da alegria em comunidade, onde não prevalece a culpa, o ressentimento, o rancor, a dívida, a resignação, o ideal ascético e a depressão coletiva, fonte onde bebem os tiranos. Dessa forma, conhecendo o espírito opressivo dominante comandado politicamente pelo Império Romano decadente, e a teo-político dos judeus de sua época que escravizavam as almas coletivas, encetou o movimento de libertação dessas almas individuais para que pudessem, consequentemente, se libertar da prisão coletiva imposta pelos tiranos.

Também ninguém precisa ler alguns filósofos para saber que Judas, antes de encontrar Cristo – como também depois –, era um militante político das coisas terrenas, e não propugnava uma liberdade teo-metafísica. Sua questão era com o Estado Romano. Quando se aliou a Cristo, acreditava que Cristo poderia ser um bom companheiro para a causa que lutava. Libertar o povo da força tirânica. Aí, seu erro político. Cristo, como um ser livre, tinha a liberdade como uma condição ontológica sustentada pelo amor comunalidade, que recusa qualquer tipo de chefia, de liderança. Onde todos os homens livres são responsáveis pela vida em sociedade. Nada do que Judas e os apóstolos entendiam de Cristo. Não entendiam o sentido elementar da existência. Só uma alma individual livre pode pensar as almas aprisionadas coletivamente, e tentar libertá-las. É preciso estar livre em si para se libertar da prisão coletiva. Caso contrário, tentar a liberdade coletiva, sem liberdade individual, é reagir pela força alienada da ilusão da consciência social em forma de fetiche. O falso problema social.

Lula fala da necessidade de alianças numéricas para aprovar projetos. Judas, para ele, seria mais um número. A democracia que se mantém com números é uma democracia dos falsos problemas; portanto, terá sempre falsas soluções. A democracia é potência criadora de seus reais problemas com suas reais soluções. Mas o Executivo e o Legislativo têm em seus representes a expressão da ilusão da consciência social. Principalmente a direita. Daí sua reação irracional quanto ao entendimento de Judas. Tão alienada quanto a de Lula. Consciência tão fetichizada que não percebe que se não fosse criada a “traição” de Judas, a dogmática da dor, da dívida, da depressão, da redenção, da culpa e do imponente credor não existiria.

No mais, recorrendo a Judas para seus falsos problemas, como ilusão da consciência social, malharam o fetiche absurdo e não o personagem histórico. Nada de Cristo Democrático.

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Wednesday, October 21, 2009

PARA LIBERTAR O VOTO

A democracia representativa, como regime político determinado pelo Estado Ocidental, carrega um discurso que, embora tenha como fundamentação o conceito de direito do povo, também se constitui como corpo social clivado por uma moralidade que se mostra como seu próprio elemento interno antagônico. O que impede que a democracia representativa seja a expressão do conteúdo dos desejos de todos, e sim a expressão dos conteúdos de alguns.

Essa moralidade que cliva o corpo social se manifesta através das reações mitificadas e mistificadas que grande parte da sociedade carrega. São as reações supersticiosas e imaginativas que impulsionam esta grande parte da sociedade à dependência a uma personagem tomada por ela como uma espécie de benfeitor. Aquele que conduz o consolo, a recompensa, o alívio, a dedicação e o reconhecimento. Uma conduta que faz a superstição negar a fórmula do filósofo Hegel de que o real é racional, e o racional é real.

Percorrendo todos os quadrantes históricos do território Ocidental, essa moralidade dogmatizada se instalou como forma de consciência real e passou a ser o modelo de relações sociais que permeiam o regime democrático representativo. Fundada, então, como real, o sujeito-eleitor passou a ter um entendimento de que seu voto é uma força para confirmar e assegurar este real. Assim sendo, como o real não é racional, todas a tentativas de soluções perseguidas nessa sociedade são falsas, já que não sendo essa sociedade racional, os problemas ditos democráticos são falsos problemas.

OS FALSOS PROBLEMAS E OS EXPLORADORES

São considerados como falsos problemas aqueles cujas soluções não foram produzidas pelo desejo racional da sociedade, mas por forças do inebriamento que os elementos místicos e míticos impuseram à percepção e ao entendimento como realidade. E é nessa ordem da percepção e do entendimento ofuscados que emergem os candidatos que usam estes elementos como objetos de sedução do voto. É nesse zona fronteiriça entre o real e o supersticioso que agem, principalmente, os candidatos tele-sacerdotes. A zona inebriada do sofrimento, onde o voto encontra-se preso vitimado pela ausência de racionalidade.

É nessa zona que se tem que produzir outras formas de percepções e cognições, afetos e saberes, para que as forças mistificadoras e mitificadoras enfraqueçam para o voto emergir livre como potência racional democrática. E o sujeito-eleitor possa examinar sua situação no mundo e agir como sujeito-eleitor criador histórico da democracia. Caso contrário, mesmo com políticas públicas realizadas, ele se manterá na zona inebriada, sempre vitimado, e em posição passiva à espera dos tele-sacerdotes Sabino, Tabosa, Socorro Sampaio, Conceição Sampaio, Marcos Rota, Dirce Sales, Nonato Oliveira, Henrique Oliveira, e – esperamos que não -, os irmãos Souza.

Desta forma, emergido livre como sujeito-eleitor real até as forças opressoras comandadas pelos responsáveis pelas administrações das concessões públicas dos meios de comunicação enfraquecerão, e assim estas concessões se constituirão em produtoras da comunicação-cidadania.

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AMAZÔNIA É PRIORIDADE PARA NOVO MINISTRO

Orientado pelo presidente da República, o novo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ao tomar posse no cargo, afirmou que vai trabalhar com todos os órgãos federais e com o Ministérios do Meio Ambiente para concentrar esforços para segurança, preservação e desenvolvimento da Amazônia.

SAE vai trabalhar em conjunto e não de forma paralela com os demais órgãos do governo federal. Temos que definir um plano de preservação do bioma e também de garantias de qualidade de vida pra 25 milhões de pessoas que vivem naquela área”, considerou em seu discurso.

Com o objetivo de definir as estratégias e os planos de atividades para o ministério, Samuel Guimarães marcou para hoje, dia 21, reunião com toda equipe da SAE. Entretanto, o novo ministro ainda não anunciou sua equipe de trabalho, e nem quem será seu secretário executivo.

Em seu discurso dirigido à Samuel Guimarães, o presidente Lula disse que ele tem que elaborar uma plano completo de ações de governo até 2022. Por sua vez, o ministro afirmou que “terá muito trabalho pela frente”. E completou, contente, que “definitivamente o futuro não existe isoladamente”.

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Tuesday, October 20, 2009

PÂNICO DA JOVEM PAN FAZ DUO DE SABERES COM MARA MARAVILHA

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A ex-cantora e apresentadora de televisão laica – ou profana? -, concorrente da Xuxa na cacocomunicação infantilizada – paralisia cognitiva da infância -, no momento cantora gospel, Mara Maravilha, em entrevista ao programa pânico de hoje, dia 20, fez duo de saberes com a equipe de Emílio, o apresentador-mor da edição.

Em clima de total descontração musical e intelectual, o duo foi contagiante em harmonia de saberes. Todavia, o programa não fez jus ao seu nome: Pânico. Não causou pânico, apenas se mostrou como realmente é: previsível. Mesmo com toda contribuição dada pela sagrada entrevistada.

Mara Maravilha, entre redenção e lucro, comentou que com tantos discos lançados jamais antes fora premiada. Pontuou sua transição da música laica para a gospel e sua descoberta de Deus. O quanto Ele lhe mostrou o caminho do amor, da paz e da solidariedade. Disse que continua amando as crianças, que fazem parte do objetivo de suas canções teológicas.

Com tanta harmonia pânica, chegou o momento da catarse do programa. Mara Maravilha, maravilhada com seus iguais, deu-se ao luxo de conjecturar origens, gêneses, como falou. Entre névoas diabólicas, afirmou que quem criara a música fora “Lúcifer, o grande regente”. O anjo mais belo na hierarquia de Deus, e que cobiçava seu lugar. Segundo Mara, Lúcifer regia para seduzir as almas e levá-las para o inferno, onde havia “caído”, de acordo com a vontade de Deus.

PARA MARA E PÂNICO, GUTENBERG INVENTOU A ESCRITA

Mas o melhor estava para acontecer. Mara se fez professora de História do Jornalismo. Afirmou que quem inventou a escrita fora Gutenberg. “Quem estudou jornalismo sabe disso”, afirmou convicta, acompanhada por seu backing-vocal. Disse que, a partir da invenção da escrita por Gutenberg, a palavra de Deus pode ser levada até o povo; antes só os governantes, sacerdotes e profetas conheciam. Também com a escrita foi possível a arte de Lúcifer, a música, ser divulgada com o objetivo de seduzir as almas. Assim, é possível divulgar músicas que fazem apologia às “lésbicas, homossexuais”. E o backing vocal sem pânico, só em harmonia, com seu “humor” tira broncas da limitação intelectual.

Ao contrário do que possa imaginar o purista, a questão não é ser sábio da cultura inútil. Saber que Johann Gutenberg inventou a prensa lá para as bandas dos 1450, aurora das novas subjetividades nos discursos renascentista, iluminista, reformista, capitalista, “morte de Deus”. E que, se a escrita tivesse sido inventada no século XV, não haveriam as filosofias antigas e muito menos a Bíblia, livro sagrado da Mara/Pânico. E, de quebra, tudo que os sumérios, mesopotâmicos, egípcios, gregos e romanos escreveram também não existiriam. A questão é que a Mara e o Pânico podem influir no resultado da avaliação de alguns estudantes que vão participar do Enem. Vai que eles faltaram a aula de História Geral sobre o conteúdo “Transformação do Mundo Ocidental a partir de Gutenberg”, e apareça na prova a pergunta: “Quem inventou a escrita?” E eles, como escutaram o Pânico/Maravilha, vão responder: “Gutenberg”. Resultado: Bomba, meu! Quantos a menos nas universidades públicas?

Ouvintes do Pânico não suspeitam que o humor apresentado na Jovem Pan é o mesmo do Caceta: sem vigor. Sustentado por discriminações, preconceitos, culpas, ressentimentos, rancores, a re-cognição da “besta loura”, como afirma Nietzsche. Como também não suspeitam que a tentativa de caricaturar Lula, com o personagem “Molusco”, é um recurso próprio de quem esconde sua limitação intelectiva. Pior ainda, não suspeitam que o Emílio, comandante do Pânico não é o Emílio, educando, do filósofo Rousseau. Também nada a ver com o cantor Emílio Santiago. Assim, de insuspeita em insuspeita, estes ouvintes, crentes do Pânico/Mara, estão pebados no Enem.

Nesta cacopedagogia do purista, a cultura inútil não serve para nada. Saber que Gutenberg inventou a prensa e não inventou a escrita, obra dos sumérios, não move o mundo. Só move a masturbação do professor que goza ao reprovar um aluno que não respondeu certo sua pergunta inútil. No mais, o Pânico foi previsível em duo com Mara. “Palmas para dar IBOPE” (Ednardo)!

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O ESTADO DEVE DESCULPAS AOS TORTURADOS

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, participando da Conferência Internacional Sobre Direito à Verdade promovida pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, afirmou que o Estado Brasileiro deve, para completar sua história, buscar dados que esclareçam os pontos obscuros sobre a prática de tortura no Brasil. Para ele é preciso localizar e identificar os restos mortais dos desaparecidos políticos e dar os nomes dos responsáveis pela violação dos direitos humanos.

Em seu pronunciamento, o ministro Paulo Vanucchi disse que “em nenhum desses casos, houve a recuperação histórica de reconstruir e reconhecer formalmente, enquanto Estado, que ocorreu isto, e, o Estado, de pedir desculpas e demonstrar estruturas que garantam a não repetição dessas violências nunca mais. Essas violações devem ser tratadas com maturidades, serenidade, sem espírito revanchista, sem querer reabrir as fissuras de um passado que todos hoje condenamos. A impunidade realimenta, porque as pessoas torturam e falam que nenhum torturador foi condenado no Brasil. E quando começa a ver a condenação por tortura, o torturador para de torturar por medo da punição”, sentenciou.

Como proposta do encontro, foi defendida a criação de uma comissão federal sobre as violações aos direitos humanos no período da ditadura militar.

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Monday, October 19, 2009

PRAÇA NA PRAÇA COM ZÉ DO POVO

As disputas pelas presidências estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores começaram. Sábado os candidatos lançaram seus nomes em convenções. Cada candidato, de acordo com seu entendimento e compromisso democrático, procurou fazer seu lançamento em territórios por eles considerados mais representativos da democracia.

Praciano, candidato da estadual, Zé Ricardo, candidato da municipal, lançaram suas candidaturas na praça da Matriz. Lá onde o povo se movimenta em sua presença real. Lá onde as confluências de interesses sociais e perspectivas de existências se cruzam como forma de testemunho do que é a cidade de Manaus e o Estado do Amazonas. Lá onde não há como falsificar a Democracia.

Na praça, onde ela “é do povo como o céu é do Condor”, como afirma o poeta Castro Alves, os dois petistas enunciaram suas propostas e conversaram com os transeuntes sobre os temas que mais afetam as populações de Manaus, do Amazonas e do Brasil. Poderia se dizer que as eleições são decididas pelos membros filiados do PT, que votam, e não pelos moradores da cidade de Manaus que passavam pelo local, ou não. Mas os dois candidatos acreditam que mesmo sendo eleições de filiados, quem reflete a democracia pura e as armadilhas perpetradas e executadas contra ela é o povo. Daí, suas políticas “de encontro ao povo”.

Já por parte dos outros candidatos, deputado estadual Sinésio Campos e o senador – suplente de Alfredo, ministro dos Transportes – João Pedro, as convenções foram realizadas em locais formalizados pela consciência oficial. O deputado Sinésio, líder do governo direitista Eduardo Braga, apoiado em sua candidatura à presidência do partido pelo próprio governador, orientado pelo seu entendimento de democracia, realizou sua convenção no auditório da Assembléia Legislativa, local de expressão histórica do conservadorismo reacionário.

No entendimento do incauto democrático, tanto do PT como do eleitor em geral, estas convenções são meras eleições de nomes de partidários para exercerem cargos em anos determinados. Mas não é. Estas convenções servem para expor aos entendimentos da sociedade como se encontra o PT, o que se pode esperar dele como um Partido democrático e quem verdadeiramente são petistas engajados com as transformações sociais que possam libertar os pobres do sofrimento.

Desta forma, tem-se de um lado Praciano e Zé Ricardo, autores de suas próprias candidaturas junto com o povo, e de outro o PT Oh! My Darling!, aliado da direita representado por Sinésio, candidato do conservador Eduardo Braga, e João Pedro, candidato do também reacionário, ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Entendido este mapa atual do PT, infere-se que, economicamente, os Oh! My Darling! têm mais possibilidades de ganhar, não só pelo amparo financeiro, mas porque grande parte dos partidários do partido estão aliados aos dois governos anti-populares de Eduardo Braga e Amazonino. O que se pode também confirmar é a certeza de que foi construído um bloco muito bem fundido pela esquerda Oh! My Darling!, junto com a direita que, hoje, coloca sob ameaça toda tentativa de democratizar o partido, como pretendem Praça e Zé. E nisso, agregado o PC do B, que também foi confiscado pela direita governamental, as convenções em locais muito bem pontuados afirmam que Praça e Zé estão certos democraticamente, mas errados aos My Darling, que só pretendem usufruir com a nulidade do Partido dos Trabalhadores. Tudo que Praça e Zé, juntos ao povo, lutam para não acontecer.

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Wednesday, October 7, 2009

PC do B ENVOLTO AO ÓPIO DO POVO

A singularidade do pensamento do filósofo Karl Marx está na facilidade como examinou a sociedade capitalista e enunciou o produto desse exame como condição de possíveis desdobramentos históricos. Toda sua crítica social é sempre uma ultrapassagem do presente criticado, como também germe de ultrapassagem do futuro ainda não tornado objeto da crítica. Nele, nada está terminado como o ápice do conhecimento como põe a epistemologia burguesa. Tudo se encontra em um continuum, em forma de rachadura, fissura, rasura, hiato por onde passam potências históricas capazes ou de criar novos conceitos históricos, ou de deslocar significados de objetos conhecidos para outros objetos, que, embora figurativamente se mostrem diferentes, entretanto, possuem a mesma função social. Objeto cujo enunciado social fica oculto para o sujeito acrítico que, envolto no realismo ingênuo, acredita que cada objeto possui sua identidade-conceito definidos em si mesmo e sua forma isolados dos outros objetos que compõe a realidade social.

A OBJETIVIDADE ACRÍTICA DO PC do B

O PC do B do Amazonas - locação Manaus - ao anunciar a filiação do ex-deputado, tele-sacerdote Nonato Oliveira, como seu novo membro apresenta à sociedade - como poderia afirmar o outro filósofo alemão, Nietzsche - o pathos da distância em que está acometido quanto ao pensamento moderno – ou pós-moderno – do filósofo Karl Marx. O partido, que se toma em Manaus como comunista, desprovido da crítica como método de análise social, envolto nas cintilações/imobilizadoras, névoa sedutora do governo reacionário-burguês Eduardo Braga, não percebe e nem entende que o “ópio do povo” que a critica da religião feita por Karl Marx, mostrada no século XIX, não tinha como forma sensível, significação conceitual e função social, exclusivamente, a própria religião, mas todas as formas de narcóticos sociais que alienam os homens, que, desesperados, são abatidos no “coração de uma mundo sem coração”  e suspiram como “criatura oprimida”, produto de uma “época sem espírito” objetivada como “vale de lágrimas”.

O “ópio do povo”, em Manaus, são os programas miserabilizantes conduzidos pelos tele-sacerdotes no seio do seu “vale de lágrimas” social. O consolo dos aflitos, através de palavras e objetos desprovidos de materialidade social, responsáveis pelas forças produtivas, abstraem o homem de sua realidade social. Palavras e objetos anestesiantes que dissipam as percepções e as cognições dos sujeitos-sujeitados que, enevoados, nunca entram na ordem da suspeita sobre as causas de suas condenações na terra. É a televisão, uma concessão pública, servindo de instrumento privado para locupletar seus apresentadores e dirigentes que têm orientação “política”. A possibilidade de sucesso eleitoral.

O novo membro do PC do B, Nonato Oliveira, é um dos fundadores, em Manaus, desta máquina narcotizante, o neo “ópio do povo” teletecnológico. Suas eleições passadas foram todas produzidas por seu sentido televiso/sobrenatural, programa “Repórter da Cidade”, com a ilustração do mote “Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada”. Hoje, o bom camarada do PC do B, que já imagina voltar a atiçar o fogo do tele-vale de lágrimas com o programa “Todos Por Todos”. Um programa bem comunista, pois, observando-se a função do PC do B - na ilusão de ter poder -  no governo burguês de Eduardo Braga, onde o partido está muito bem captado, desconfia-se que os “Todos” devam ser os candidatos do partido nas eleições de 2010.

Desta forma, o programa será um ópio para o povo – singelo título para um programa comunista -, já que Nonato Oliveira vai seguir sua vocação de tele-sacerdote, o que significa que ele não se transformou em um comunista/marxista, e o PC do B, servindo ao governo reacionário de Dudu, e tendo em seu quadro o tele-sacerdote, confirma que nunca fez a leitura de Karl Marx, e sequer foi comunista ingênuo, aquele que acredita que vermelho é cor de boi-bumbá ou time de futebol.

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