Tuesday, November 10, 2009

AMAZONINO SE QUER DE ESQUERDA RECORRENDO A PRACIANO

Jornais de Manaus noticiam que o prefeito cassado, em primeira instância, pela proba juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino Mendes, esteve em Brasília, no mês de setembro com o presidente Lula e na ocasião comentara que o deputado federal do PT-AM, Praciano, seria seu candidato para disputa de uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2010. Verdade ou não verdade, em orientação saltam dois estados de coisas de tal afirmação-indicativa em forma de enunciação negativa.

Uma, Amazonino, indicar a Lula o nome de Praciano. Sabe-se muito bem que Amazonino não tem intimidade política, e nem orientação de práxis social que o faça um sujeito com qualquer possibilidade de ser escutado por Lula em negócios políticos. Além de que, não é dado a Lula qualquer sentido de interferência na escolha de candidatos de seu partido, PT, nos estados onde disputa eleições.

Sendo assim, no primeiro estado de coisas, Lula não levaria a indicação de Amazonino além do lugar onde o fato foi conversado – se foi. Posto que é notório que historicamente Amazonino, tanto como administrador-público quanto como defensor de ideias políticas, é totalmente diferente de Lula. Amazonino é um administrador-personalista e, politicamente, da direita tradicional. Desta maneira, se houve a tal conversa ela ficou onde ficou. Não se desdobrou para outros territórios como enunciação verdadeira e produtiva.

O NADA ENTRE AMAZONINO E PRACIANO

Hoje, dia 10, pela manhã, este Bloguinho Intempestivo entrou em contato com o gabinete do deputado federal Praciano, em Brasília, e conversou com seu assessor Lizardo Paixão, sobre o tema, e sobre a informação dada pelo jornal Diário do Amazonas, que publicou ter falado com Parciano e esse haver dito que fora informado da conversa de Amazonino com Lula, e que “ele só não dispensaria um empurrão do prefeito”.

Lizardo Paixão, sem paixão, mas com razão, afirmou-nos que se trata de especulações e intrigas de tempo de eleições. Disse, ainda, que o PT não se pronuncia sobre candidaturas antes das eleições internas do Partido. Só depois, quando o cenário político ficar decido é que o partido vai cogitar seus candidatos. E, se Praciano tivesse que se candidatar a uma vaga ao Senado, ele só aceitaria se houvesse uma posição homogênea de apoio do Partido no âmbito Nacional e Regional, analisou Lizardo.

Praciano é, no Amazonas, principalmente em Manaus, junto com o vereador Zé Ricardo, também do PT, o parlamentar que tem convicções política, econômica, social, artística de esquerda. Os outros parlamentares dos partidos da esquerda Oh, My Darling!, como Eron, Vanessa, Marcelo Ramos, todos pertencem ao esquadrão da direita reacionária que há quase trinta anos assombra a democracia no Amazonas. O que o faz um homem de postura existencial muito diferente de Amazonino, e afirma ser impossível de realidade a frase “não dispensaria um empurrão do prefeito”. A não ser em sentido irônico. Além de que, o eleitor de Praciano é anti-Amazonino, e Praciano, aceitando Amazonino, afastar-se-ia de mais de 12% votos certos que são seus companheiros legislativos/democratas: seus eleitores. Aceitar “empurrão” de Amazonino seria aceitar, também, “empurrão” de toda a direita reacionária, e, de quebra, o “empurrão” dos suspeitos de crimes, os irmãos Souza, responsáveis pela eleição (cassada) do prefeito Amazonino.

De certa forma, a enunciação de Amazonino, em que afirma ter indicado Praciano ao Lula como candidato ao Senado, surge na subjetividade política de Manaus como um canto crepuscular de uma aurora que se afasta do dia. Uma aurora, como diria, Nietzsche, saudosa da parte mais importante do dia: o meio-dia. Amazonino, mesmo que não tenha lido Marx, sabe que na subjetividade de hoje seus quereres não são quantas diferenciais. Não produzem realidades outras. Não provocam variações. Quando se dizia de esquerda não foi; agora, incrustado por corpos direitistas, se quer esquerdista, anunciando Praciano, mas não exala potências comunalidades. Sua última eleição, irmanada com o que há de mais atroz no palco da política amazonense, configurou de vez sua representação burguesa. Assim, o único conforto de Amazonino, para se sentir de esquerda, seria indicar o deputado estadual Sinésio (PT-AM) para o Senado. Esse, pelo menos lhe ajudaria a manter suas duas faces: realista de direita e ilusão de esquerda. Como dizem os fenomenólogos: efabulação de ideias. Tudo que Sinésio carrega.

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Wednesday, October 28, 2009

A FALOCRACIA EVIDENTE NA PROPAGANDA DO PP AMAZONAS

Para o Partido Progressista, a imagem da mulher moderna.

Para o Partido Progressista, a imagem da mulher moderna.

Propaganda do PP, veiculada na televisão manauense ontem, e que mostrava a deputada federal Rebecca Garcia, fechou com a sentença: “só uma mulher sabe bem arrumar a casa”.

Evidência de uma política que tem menos por interesses o Bem Comum do que preparar armadilhas para o povo, a sentença transborda uma subjetividade falocrática: onde os signos constituem uma hierarquização a partir do Homem, e que organiza os outros objetos a partir dele.

Assim, a mulher tem um lugar fixo nesta sociedade: seja na família, no trabalho, em qualquer outro espaço social, predomina sempre numa condição de subalternidade à força hominista. Os espaços de atuação são reduzidos à improdutividade e à imobilidade no plano das produções materiais e imateriais. A ‘mulher’, no plano cultural, se constitui existencialmente a partir do homem. Nada de democracia, já que não reflete o Desejo-Comunalidade, mas apenas as inseguranças existenciais de alguns grupos.

Assim, no plano político, o PP sentencia aquilo que ele professa no plano de suas relações institucionais. Não por acaso, Rebeca é filha obediente ao pai, o ex-deputado federal Francisco ‘sortudo‘ Garcia, dono de concessão pública de TV, a qual hospeda a grande maioria dos tele-miserabilistas manoniquins. Fato comprovado por uma das ‘filhas’ de Garcia, a deputada estadual Conceição Sampaio (cujo grande trabalho jornalístico, segundo ela mesma, foi entrevistar o ex-jogador Roberto Dinamite no vestiário do Vivaldo Lima, este só de toalha), que afirmou recentemente que não é dona dos próprios votos, mas que estes são conseguidos graças à exposição em horário de almoço, na referida tevê. A deputada furtou-se ao trabalho de acrescentar: à guisa de exploração da miséria social. E de incorrência em ato inconstitucional, quando subloca espaço televisivo concedido pela sociedade através dos governos em nome do lucro, desviando a função legal (pedagógica, educativa) dos meios de comunicação.

Ordenado de acordo com interesses diversos daqueles produzidos pela razão e engendrados como movimento desejante, o PP segue a linha da maioria dos grandes partidos brasileiros: não são produtos da polivocidade produtiva de um povo, mas como afirma o republicano jornalista Mino Carta, são apenas clubes nos quais os membros têm interesses privados. Daí não sentir quando a sentença discriminatória passa pelo seu programa. Ao contrário, talvez a pense até meritória. “Lugar de mulher é na cozinha”. Bem definida, bem domesticada. Longe da possibilidade de suspeita de que essa condição de mulher não passa de armadilha.

Daí ser impossível fazer uma política no plano de produção do Novo. O produto “mulher” que é oferecido pelo PP na sua propaganda televisiva é fetichizado, esvaziado da sua potência de agir, transformado em objeto submetido a interesses exógenos. O que apenas confirma a condição de partido de direita que ele, PP, professa

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Saturday, October 24, 2009

MANAUS, MANAUS, MANAUS… DESPERTA, MANAUS!

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

 Hoje é dia 24 de outubro de 2009. Em 24 de outubro de 1848 a Lei N° 145 promulgada pela Assembléia Provincial do Pará instituiu Manaus como cidade com o nome Barra do Rio Negro. Entretanto, foi exatamente em 4 de setembro de 1856, que se instituiu como cidade de Manaus.

Em decorrência de posições antagônicas políticas e econômicas que pretendiam maior independência local para se livrar das decisões vindas do Pará, em 5 de setembro de 1850, o Imperador Dom Pedro II sancionou o projeto aprovado pela Câmara criando a Província do Amazonas.

Na luta pela independência do Amazonas destacou-se um personagem: João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha. Visto pelo Império como um homem de confiança, foi nomeado pelos colonizadores em 7 de julho de 1851, tornando-se governador da Província do Amazonas. Hoje, nos livros didáticos considerado o primeiro governador do Amazonas.

As lutas política, econômica, social e cultural para tornar o Brasil República alcançaram seus objetivos em 1889, quando o Brasil tornou-se uma República Federativa. Foi assim, que em meio a essa nova realidade política brasileira que o Amazonas livrou-se do julgo da condição de Província, e passou a ser Estado. 

MANAUS, QUE CIDADE!

A Terra como planeta errante está duplicada em Substância-Natureza-Naturante  e Cultura. A Cultura é a produção humana emergida como produto criativo dos sentidos e da razão. Embora o homem seja natureza, seus atos estão mais relacionados aos seus objetos e idéias culturais. Cultuando os significados culturais, ele, os tomas como sua própria vida e reage de acordo com esses enunciados.

Esta semana, em Manaus, as escolas, órgãos do governo e entidades particulares se esmeraram em cultuar a data considera como de comemoração do aniversário da cidade. Os professores mandaram os alunos pesquisarem sobre a história de Manaus, os órgãos governamentais estimularam seus agentes com a névoa manauara, assim como as entidades particulares. Uma espécie de memória orgulhosa de seu passado. Mas há uma certa ironia neste passado orgulhoso. Foi exatamente a natureza quem proporcionou o elemento que iria dar à cidade a sua face cruel. Iria mostra o quanto é fantasiosa essa cultura. O badalado ciclo do látex, também conhecido como ciclo da borracha. A borracha que serviu muito para seus exploradores, mas nãos serviu para apagar a memória do sofrimento causado nesse período.

Triste trópicalidade. Um clima e uma vegetação mostram a tara das classes exaltadoras da cultura. A Manaus-Paris, foi construída sobre os sofrimento dos índios, caboclos, mestiços e nordestinos para fazer valer as fantasias e os delírios capitalistas no fim do século XIX e começo do século XX.

E é exatamente esse fator passado cruel que mais domina a consciência social de grande parte dos manauaras, principalmente dos governantes. A Paris que nunca fomos. A não ser em nossa imaginação colonizada, que não nos permite  sequer elevar-nos à condição de província. Manaus, triste trópico que não tendo a alegria para comemorar, comemora a dor.

Que memória nossa. Um passado que alcançamos porque não somos felizes hoje. Em nós, o filósofo Nietzsche, é confirmador:”Apenas o que não cessa de causar dor fica na memória”

Então, passeemos com essa memória. Deleitemo-nos com essas fotos da arquitetura cidade-fantasma em nossa pós-modernidade urbana do “novo” fantasmal.

Fotos: AFIN

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Fotos: AFIN

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Monday, October 19, 2009

PRAÇA NA PRAÇA COM ZÉ DO POVO

As disputas pelas presidências estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores começaram. Sábado os candidatos lançaram seus nomes em convenções. Cada candidato, de acordo com seu entendimento e compromisso democrático, procurou fazer seu lançamento em territórios por eles considerados mais representativos da democracia.

Praciano, candidato da estadual, Zé Ricardo, candidato da municipal, lançaram suas candidaturas na praça da Matriz. Lá onde o povo se movimenta em sua presença real. Lá onde as confluências de interesses sociais e perspectivas de existências se cruzam como forma de testemunho do que é a cidade de Manaus e o Estado do Amazonas. Lá onde não há como falsificar a Democracia.

Na praça, onde ela “é do povo como o céu é do Condor”, como afirma o poeta Castro Alves, os dois petistas enunciaram suas propostas e conversaram com os transeuntes sobre os temas que mais afetam as populações de Manaus, do Amazonas e do Brasil. Poderia se dizer que as eleições são decididas pelos membros filiados do PT, que votam, e não pelos moradores da cidade de Manaus que passavam pelo local, ou não. Mas os dois candidatos acreditam que mesmo sendo eleições de filiados, quem reflete a democracia pura e as armadilhas perpetradas e executadas contra ela é o povo. Daí, suas políticas “de encontro ao povo”.

Já por parte dos outros candidatos, deputado estadual Sinésio Campos e o senador – suplente de Alfredo, ministro dos Transportes – João Pedro, as convenções foram realizadas em locais formalizados pela consciência oficial. O deputado Sinésio, líder do governo direitista Eduardo Braga, apoiado em sua candidatura à presidência do partido pelo próprio governador, orientado pelo seu entendimento de democracia, realizou sua convenção no auditório da Assembléia Legislativa, local de expressão histórica do conservadorismo reacionário.

No entendimento do incauto democrático, tanto do PT como do eleitor em geral, estas convenções são meras eleições de nomes de partidários para exercerem cargos em anos determinados. Mas não é. Estas convenções servem para expor aos entendimentos da sociedade como se encontra o PT, o que se pode esperar dele como um Partido democrático e quem verdadeiramente são petistas engajados com as transformações sociais que possam libertar os pobres do sofrimento.

Desta forma, tem-se de um lado Praciano e Zé Ricardo, autores de suas próprias candidaturas junto com o povo, e de outro o PT Oh! My Darling!, aliado da direita representado por Sinésio, candidato do conservador Eduardo Braga, e João Pedro, candidato do também reacionário, ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Entendido este mapa atual do PT, infere-se que, economicamente, os Oh! My Darling! têm mais possibilidades de ganhar, não só pelo amparo financeiro, mas porque grande parte dos partidários do partido estão aliados aos dois governos anti-populares de Eduardo Braga e Amazonino. O que se pode também confirmar é a certeza de que foi construído um bloco muito bem fundido pela esquerda Oh! My Darling!, junto com a direita que, hoje, coloca sob ameaça toda tentativa de democratizar o partido, como pretendem Praça e Zé. E nisso, agregado o PC do B, que também foi confiscado pela direita governamental, as convenções em locais muito bem pontuados afirmam que Praça e Zé estão certos democraticamente, mas errados aos My Darling, que só pretendem usufruir com a nulidade do Partido dos Trabalhadores. Tudo que Praça e Zé, juntos ao povo, lutam para não acontecer.

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Wednesday, October 7, 2009

PC do B ENVOLTO AO ÓPIO DO POVO

A singularidade do pensamento do filósofo Karl Marx está na facilidade como examinou a sociedade capitalista e enunciou o produto desse exame como condição de possíveis desdobramentos históricos. Toda sua crítica social é sempre uma ultrapassagem do presente criticado, como também germe de ultrapassagem do futuro ainda não tornado objeto da crítica. Nele, nada está terminado como o ápice do conhecimento como põe a epistemologia burguesa. Tudo se encontra em um continuum, em forma de rachadura, fissura, rasura, hiato por onde passam potências históricas capazes ou de criar novos conceitos históricos, ou de deslocar significados de objetos conhecidos para outros objetos, que, embora figurativamente se mostrem diferentes, entretanto, possuem a mesma função social. Objeto cujo enunciado social fica oculto para o sujeito acrítico que, envolto no realismo ingênuo, acredita que cada objeto possui sua identidade-conceito definidos em si mesmo e sua forma isolados dos outros objetos que compõe a realidade social.

A OBJETIVIDADE ACRÍTICA DO PC do B

O PC do B do Amazonas - locação Manaus - ao anunciar a filiação do ex-deputado, tele-sacerdote Nonato Oliveira, como seu novo membro apresenta à sociedade - como poderia afirmar o outro filósofo alemão, Nietzsche - o pathos da distância em que está acometido quanto ao pensamento moderno – ou pós-moderno – do filósofo Karl Marx. O partido, que se toma em Manaus como comunista, desprovido da crítica como método de análise social, envolto nas cintilações/imobilizadoras, névoa sedutora do governo reacionário-burguês Eduardo Braga, não percebe e nem entende que o “ópio do povo” que a critica da religião feita por Karl Marx, mostrada no século XIX, não tinha como forma sensível, significação conceitual e função social, exclusivamente, a própria religião, mas todas as formas de narcóticos sociais que alienam os homens, que, desesperados, são abatidos no “coração de uma mundo sem coração”  e suspiram como “criatura oprimida”, produto de uma “época sem espírito” objetivada como “vale de lágrimas”.

O “ópio do povo”, em Manaus, são os programas miserabilizantes conduzidos pelos tele-sacerdotes no seio do seu “vale de lágrimas” social. O consolo dos aflitos, através de palavras e objetos desprovidos de materialidade social, responsáveis pelas forças produtivas, abstraem o homem de sua realidade social. Palavras e objetos anestesiantes que dissipam as percepções e as cognições dos sujeitos-sujeitados que, enevoados, nunca entram na ordem da suspeita sobre as causas de suas condenações na terra. É a televisão, uma concessão pública, servindo de instrumento privado para locupletar seus apresentadores e dirigentes que têm orientação “política”. A possibilidade de sucesso eleitoral.

O novo membro do PC do B, Nonato Oliveira, é um dos fundadores, em Manaus, desta máquina narcotizante, o neo “ópio do povo” teletecnológico. Suas eleições passadas foram todas produzidas por seu sentido televiso/sobrenatural, programa “Repórter da Cidade”, com a ilustração do mote “Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada”. Hoje, o bom camarada do PC do B, que já imagina voltar a atiçar o fogo do tele-vale de lágrimas com o programa “Todos Por Todos”. Um programa bem comunista, pois, observando-se a função do PC do B - na ilusão de ter poder -  no governo burguês de Eduardo Braga, onde o partido está muito bem captado, desconfia-se que os “Todos” devam ser os candidatos do partido nas eleições de 2010.

Desta forma, o programa será um ópio para o povo – singelo título para um programa comunista -, já que Nonato Oliveira vai seguir sua vocação de tele-sacerdote, o que significa que ele não se transformou em um comunista/marxista, e o PC do B, servindo ao governo reacionário de Dudu, e tendo em seu quadro o tele-sacerdote, confirma que nunca fez a leitura de Karl Marx, e sequer foi comunista ingênuo, aquele que acredita que vermelho é cor de boi-bumbá ou time de futebol.

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Tuesday, October 6, 2009

WALLACE, O FORAGIDO OU A CAÇA AO CASSADO

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O DIA DA CAÇA E DO CAÇADOR: CAÇA AO FORAGIDO CASSADO

Com um mandato de prisão expedido pelo juiz Mauro Antony, a Polícia Civil foi aos endereços do ex-deputado Wallace Souza (PP), mas não o encontrou. Até então, o ex-deputado era apenas um sujeito cuja instituição policial tentava entregar-lhe um mandato e efetuar sua prisão. Como a ação policial-jurídica não chegou a ser consumada antes das 18h de ontem, dia 5, o ex-deputado Wallace, cassado por 16 parlamentares da Assembléia Legislativa do Amazonas na quita-feira passada, passou a ser considerado foragido.

A partir de agora, como foragido, as ações quanto a sua prisão passam a ter novas determinações. Como foragido, Wallace proporciona no campo semiótico a fusão linguística das duas palavras cassação e caça, que possuem em seu corpus jurídico o mesmo significado e a aproximação, por semelhança, do significante.

Politicamente, a cassação é uma espécie de aprisionamento do político, pois lhe impõe a perda de sua liberdade legislativa. Quanto à caça, é o ato de procura de alguém para aprisioná-lo. Sintetizando desta forma, o entendimento de que tanto faz cassar ou caçar, o individuo perde sempre sua autonomia em seu livre ir e vir.

Nisso, poder-se-ia dizer, quanto a temas como estes, que ninguém erra ao escrever caçar quando se trata de cassar. Como também ninguém erra ao escrever cassar quando se trata de caçar.

Assim, Wallace, foragido, realizou os dois termos co-extensivos em si, configurando um só como entrelaçamento ‘cassadocaçado’.

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Wednesday, September 30, 2009

WALLACE CASSADO NO ENTENDIMENTO DO ELEITOR

Amanhã, dia 1º de outubro de 2009, os deputados estaduais da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) comporão o plenário daquela Casa para votar o pedido da Comissão de Ética, que solicitou a cassação do registro político do deputado estadual, pelo PP, Wallace Souza, por quebra de decoro parlamentar. O deputado amazonense, que está sento investigado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), é acusado de ser autor de vários crimes, como comandar uma quadrilha de extermínio, tráfico de drogas, coação a testemunhas, porte ilegal de armas, entre outros.

Segundo análise sobre enunciações que escapam além dos parlamentares, suspeita-se que o rumo político do deputado Wallace já se encontra traçado. A sua cassação é quase certa. Salvo algumas oscilações pragmáticas que possam acometer alguns parlamentares nos últimos instantes, deixando-os temerosos quanto ao corporativismo legislativo, os dados encontram-se lançados. Nos desígnios especulativos, produto da prática comum dos parlamentares que compõem o corpus legislativo, o deputado Wallace, hoje, dia 30 – quem sabe até muitos dias antes -, está cassado.

WALLACE E O ENTENDIMENTO DEMOCRÁTICO

Tirando as acusações criminais que o colocam como sujeito de investigação e julgamento jurídico, fatos apanhados pela legislativo amazonense para penalizá-lo, acusando-o de quebra de decoro parlamentar, o principal erro do deputado Wallace foi não entender os corpus originais, notáveis e singulares que são movimentados pela potência da intensidade constituinte que compõem a essencialidade da Substância Democracia. O Plano de Imanência Política/Social que envolve todos habitantes da Polis na produção contínua da Sociedade dos Amigos que é a Democracia.

Desprovido da faculdade do entendimento, que, segundo o filósofo Kant, leva o homem a legislar e julgar os produtos dos sentidos como representações, o deputado Wallace tomou a democracia como uma quimera: o que não tem existência e nem essência. Portanto, não pode ser nem percebida nem entendida. Sem poder perceber e nem inteligir, ele caiu na ilusão: a confusão entre o extenso dos valores capitalistas e o reflexo longínquo da intensidade democrática. Sendo que a parte predominante ficou a do extenso dos valores capitalistas. Com maior força como valor indicativo para seus atos.

Ninguém precisa ser sábio para legislar e julgar que todos que detém um programa nos meios de comunicação como o “Canal Livre” dos irmãos Souza não carregam o entendimento da Democracia como uma Potência Política/Social constitutiva da Sociedade dos Amigos. Mesmo que invoquem compulsivamente o nome de Deus, como acontece com o deputado e seus similares que comandam programas miserabilistas nos meios de comunicação de massa. Um programa em que o terror e a dor social é a mercadoria venal aos telespectadores não avalia ninguém como democrata. O que o deputado não legislou nem julgou no seio da sociedade amazonense. Assim, fez do terror e da dor o drive de suas campanhas eleitorais que elegeram a si, seus irmãos e outros, inclusive governantes.

Todavia, há uma linha que tem que ser observada e analisada neste “sucesso” legislativo do deputado Wallace. Wallace não se fez parlamentar sozinho. Ele contou com a indiferença confinante da classe média manauara e a ambição de outros “políticos” que, como ele, não carregam o entendimento da Democracia como um Plano de Imanência Política/Social composto pelas originalidades, notabilidades e singularidades que se movimentam através das intensidades produtivas dos habitantes da Polis. Estes não sabem que a Democracia não é um território definido, mas uma subjetividade Política /Social cuja Potência/Múltipla cria o Ser da Polis. O direito Civil como Bem Comum. Nada do que eles buscam e se apropriam movidos pelos seus próprios impulsos pessoais. A tentativa de privatizar a Democracia.

Este, o entendimento dos eleitores em uma Sociedade dos Amigos.

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Tuesday, September 29, 2009

AMAZONINO JULGADO PELO TRE E AS OPINIÕES

Opinião como conceito grego, Doxa, remete ao individuo como ser social que age e enuncia juízos sobre sua condição de existente juntos com outros indivíduos, também, enunciadores de opiniões a três categorias judicantes.

1 – Indivíduo cuja opinião (Doxa) é produto do que lhe foi dado a ver e ouvir sem passar pela suspeita, a práxis racional. Sua forma de julgar e agir está intrinsecamente ligada ao que lhe determinaram. Fiel reprodutor do que está posto como verdade. Realista ingênuo.

2 – Indivíduo cuja opinião (Doxa), embora ainda tenha como base os códigos que lhes foram dados a ver e ouvir, é produto de uma pré-reflexão, externando uma suspeita sobre o que é colocado como verdade única. Embora tenha entrado na ordem da suspeita, sua forma de agir e julgar ainda está muito ligada a este mais baixo grau de inteligência.

3 – Individuo cuja opinião é produto de sua crítica social, tendo como faculdade analítica as potências da razão. Sua forma de agir e julgar independe do que lhe foi dado a ver e ouvir. Ao contrário do primeiro e do segundo, que se encontram presos ao mais baixo grau de inteligência, sua opinião reflete seu grau superior de poder de abstração, reflexão e engajamento social.

DAS OPINIÕES SOBRE O JULGAMENTO DE AMZONINO

Seguindo os postulados normativos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas deverá julgar em breves dias o processo contra o prefeito cassado em primeira instância pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino Mendes, suspeito de compra de voto pela Lei Eleitoral contra crimes eleitorais em seu Artigo 41-A.

Conforme é notório em Manaus, Amazonino, como ex-governador manteve relações jurídicas administravas, em seus momentos de governante, com alguns juízes que hoje fazem do corpus jurídico da Corte do TRE-AM. Sabedora desta realidade, e observadora das eleições e administrações de Amazonino, como também das ações de alguns juízes da Corte, principalmente quando do ato da cassação do prefeito pela proba juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, que fora destituída de seu cargo por decisão da maioria dessa Corte, a população de Manaus se mostra, quanto ao fato do julgamento, dividida em três opiniões (Doxas).

1 – Aquela que acredita que Amazonino vai ser absolvido pelo TRE-AM, porque ele não cometeu crime eleitoral nenhum. Portanto, não existem provas materiais para cassá-lo. Isto porque ele é um homem justo, honesto e competente, jamais precisaria lançar mão de meios escusos para ser eleito.

2 – Aquela que acredita que embora Amazonino tenha cometido crime eleitoral e haja provas materiais suficientes para cassá-lo, por isso foi cassado em primeira instância pela ínclita juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, entretanto, dado o grau de amizade de alguns juízes com Amazonino, os juízes decidirão por sua absolvição, porque ele ainda tem poder. O que prova que nem a posição do Conselho Nacional de Justiça(CNJ), julgando a Justiça do Amazonas, e penalizando alguns de seus membros, é suficientes para que estes juízes votem pela cassação do prefeito cassado.

3 – Aquela que acredita que Amazonino será cassado, porque existem provas materiais suficientes para cassá-lo, posto que foram estas provas que levaram a insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento a cassá-lo. Pois a juíza não seria leviana, tirânica e irracional a ponto de cassar um prefeito sem provas condenatórias movida apenas por uma decisão pessoal. Além de que, com a nova política implantada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que impõe aos membros dos judiciários transparência, lisura e comprometimento ético de seus atos junto à sociedade, os juízes, mesmo os amigos de Amazonino, vão ter que votar com a lei eleitoral Artigo 41-A. Visto que o Judiciário do Amazonas, estando sendo observado pelo CNJ, e já tendo alguns de seus membros penalizados, o TRE-AM aproveitará o momento, em que a população manauara está voltada para sua decisão, e tentará iniciar a construção da imagem de um novo Judiciário amazonense em nome da democracia.

Diante do posto e exposto como Doxa-Individual-Eleitoral, fica apenas a espera do momento do julgamento. Quando, então, se saberá do resultado, e com ele qual a Doxa predominante nos modos de agir e julgar dos juízes, visto que as Doxas da população já se sabem.

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Monday, September 28, 2009

SECRETARIAS DE EDUCAÇÃO MUDAM CALENDÁRIO ESCOLAR E OS PROFESSORES PASSIVOS FICAM MUDOS

Seja a temporalidade-pulsada do Cronos que pontua a Sócio-Cultura, a base neurótica ou psicótica, das relações sociais, o certo é que esta temporalidade, benéfica ou não, determina o preenchimento dos afazeres cotidianos dos individuas. Ou seja, os indivíduos desta sociedade distribuem suas práxis sociais de acordo com este calendário. Sejam simples práxis domésticas, no interior do lar, sejam práxis entretenimento ou profissionais. O que se chama em linguagem comum: o tempo comprometido ou o tempo preenchido.

Os professores, como indivíduos-profissionais, não estão excluídos desta práxis-temporal. Eles, também, pontuam suas temporalidades de acordo com a cronologia dominante da Sócio/Cultura em que existem. Como dizem: programam seus afazeres de acordo com o tempo que lhe é dado a atuar nas relações sociais.

Desta forma, os professores do ensino público estadual e municipal programaram suas existências contando com o sábado para outras práxis fora do compromisso semanal nas escolas. Assim como outros cinco dias da semana estão comprometidos com suas práxis escolares, o sábado estava comprometido com outras práxis para realização de tarefas desvinculadas das escolas. Da simples compra no supermercado, passando por uma limpeza de casa, até aulas de cursos de pós-graduação.

Entretanto, alegando emergência-urgência no desenrolar do calendário escolar, a Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino (SEDUC-AM) e a Secretaria Municipal de Educação (SEMED-Manaus) resolveram mudar este calendário, obrigando os professores a usarem o sábado como dia letivo. Uma decisão-determinação oficial sem nenhuma consulta às entidades docentes e qualquer professor isoladamente. Uma violência trabalhista e uma violência à dignidade do professor, que não pode ser trocada por nenhum outro objeto. Muito menos destemporalizado. Um ato que confirma o que já é sabido por grande parte da população: a educação no Amazonas é um eufemismo. Não é uma práxis política/social capaz de elevar as faculdades do Educando aos níveis de aprendizagem em que ele passe a produzir novas formas de percepções e cognições que o coloquem no mundo como sujeito-histórico criativo. Um Cidadão/Democrata.

Mas o que causou grande preocupação à população educacional foi a passividade dos professores diante do ato violento das duas secretarias. Estes profissionais receberam a decisão/determinação sem discutir com os representantes dos dois governos sobre as implicações que o ato continha. Que se tenha notícia, o SINTEAM (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) se manteve distante e passivo. Outras entidades ligadas ao ensino, também. E, a essa passividades, até os pais dos alunos fizeram coro. Não perceberam que a decisão/determinação também atinge suas relações familiares, posto que o tempo também pulsa no interior de seus lares. Suas famílias também têm o sábado comprometido.

No mais, aqui não importam os motivos que levaram as duas secretarias à imporem a decisão/determinação, o que conta, aqui, é a forma violenta como o ato foi realizado, e a forma passiva como foi acatada pela categoria dos profissionais da educação. O que fortalece, infelizmente, a certeza de que no Amazonas a instituição educacional não tem nenhum vínculo comprometido com a democracia constitutiva.

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Wednesday, July 8, 2009

DEPUTADA VANESSA, 20 ANOS DEFENDENDO O AMAZONAS. DE QUÊ?

A deputada federal Vanessa, do PC do B do Amazonas, estampa em outdoor: “20 anos Defendendo o Amazonas”.

Enunciação que nos leva a outro questionamento: defendendo o Amazonas de quê?

Considerando que uma cidade enquanto corpo político só pode ser ameaçada pelos encontros que diminuem a potência de agir, e que a democracia, enquanto potência ativa não carrega elementos de ameaça que justifique nenhum tipo de defesa, Vanessa não poderia afirmar estar defendendo a democracia ou quaisquer de suas linhas. Houvesse democracia de fato, não haveria necessidade de quem a defendesse.

Em uma cidade onde a democracia não prevalece, os governantes, tiranizados, ocupam-se de preparar armadilhas para o povo, tentando impedir o movimento intensivo de suas potências. Tampouco aí Vanessa poderia afirmar defender a cidade, já que nas composições de afetos tristes que a política profissional amazonense (mas não só ela) realiza, o partido de Vanessa, ela própria e o seu esposo, o comunista Eronildo Bezerra, fazem parte do governo midiático de Eduardo Braga. Adversários durante muito tempo daquilo que chamavam “escola política” ligada a Amazonino, Mestrinho, Braga, Alfredo, atualmente o casal Vanessa/Eron tem participado das armadilhas antidemocráticas empreendidas por estes mesmos governos que antes julgavam combater. Vanessa sequer foi a primeira a evocar o viés “marketing de guerra” em suas enunciações. Até Arthur ‘5,5%’ Neto, representante da direita tradicional, já usou num outdoor a defesa do Amazonas como mote. Sinal de que a esquerda do PC do B anda tocando cognitivamente na direita do PSDB.

Daí o vazio da enunciação propagandística. As ameaças que podem impedir uma cidade como Manaus de se tornar efetivamente cidade, no plano da comunalidade, vêm dos mesmos que sobrevivem profissionalmente de sua “defesa”.

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