Tuesday, November 10, 2009

AMAZONINO SE QUER DE ESQUERDA RECORRENDO A PRACIANO

Jornais de Manaus noticiam que o prefeito cassado, em primeira instância, pela proba juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino Mendes, esteve em Brasília, no mês de setembro com o presidente Lula e na ocasião comentara que o deputado federal do PT-AM, Praciano, seria seu candidato para disputa de uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2010. Verdade ou não verdade, em orientação saltam dois estados de coisas de tal afirmação-indicativa em forma de enunciação negativa.

Uma, Amazonino, indicar a Lula o nome de Praciano. Sabe-se muito bem que Amazonino não tem intimidade política, e nem orientação de práxis social que o faça um sujeito com qualquer possibilidade de ser escutado por Lula em negócios políticos. Além de que, não é dado a Lula qualquer sentido de interferência na escolha de candidatos de seu partido, PT, nos estados onde disputa eleições.

Sendo assim, no primeiro estado de coisas, Lula não levaria a indicação de Amazonino além do lugar onde o fato foi conversado – se foi. Posto que é notório que historicamente Amazonino, tanto como administrador-público quanto como defensor de ideias políticas, é totalmente diferente de Lula. Amazonino é um administrador-personalista e, politicamente, da direita tradicional. Desta maneira, se houve a tal conversa ela ficou onde ficou. Não se desdobrou para outros territórios como enunciação verdadeira e produtiva.

O NADA ENTRE AMAZONINO E PRACIANO

Hoje, dia 10, pela manhã, este Bloguinho Intempestivo entrou em contato com o gabinete do deputado federal Praciano, em Brasília, e conversou com seu assessor Lizardo Paixão, sobre o tema, e sobre a informação dada pelo jornal Diário do Amazonas, que publicou ter falado com Parciano e esse haver dito que fora informado da conversa de Amazonino com Lula, e que “ele só não dispensaria um empurrão do prefeito”.

Lizardo Paixão, sem paixão, mas com razão, afirmou-nos que se trata de especulações e intrigas de tempo de eleições. Disse, ainda, que o PT não se pronuncia sobre candidaturas antes das eleições internas do Partido. Só depois, quando o cenário político ficar decido é que o partido vai cogitar seus candidatos. E, se Praciano tivesse que se candidatar a uma vaga ao Senado, ele só aceitaria se houvesse uma posição homogênea de apoio do Partido no âmbito Nacional e Regional, analisou Lizardo.

Praciano é, no Amazonas, principalmente em Manaus, junto com o vereador Zé Ricardo, também do PT, o parlamentar que tem convicções política, econômica, social, artística de esquerda. Os outros parlamentares dos partidos da esquerda Oh, My Darling!, como Eron, Vanessa, Marcelo Ramos, todos pertencem ao esquadrão da direita reacionária que há quase trinta anos assombra a democracia no Amazonas. O que o faz um homem de postura existencial muito diferente de Amazonino, e afirma ser impossível de realidade a frase “não dispensaria um empurrão do prefeito”. A não ser em sentido irônico. Além de que, o eleitor de Praciano é anti-Amazonino, e Praciano, aceitando Amazonino, afastar-se-ia de mais de 12% votos certos que são seus companheiros legislativos/democratas: seus eleitores. Aceitar “empurrão” de Amazonino seria aceitar, também, “empurrão” de toda a direita reacionária, e, de quebra, o “empurrão” dos suspeitos de crimes, os irmãos Souza, responsáveis pela eleição (cassada) do prefeito Amazonino.

De certa forma, a enunciação de Amazonino, em que afirma ter indicado Praciano ao Lula como candidato ao Senado, surge na subjetividade política de Manaus como um canto crepuscular de uma aurora que se afasta do dia. Uma aurora, como diria, Nietzsche, saudosa da parte mais importante do dia: o meio-dia. Amazonino, mesmo que não tenha lido Marx, sabe que na subjetividade de hoje seus quereres não são quantas diferenciais. Não produzem realidades outras. Não provocam variações. Quando se dizia de esquerda não foi; agora, incrustado por corpos direitistas, se quer esquerdista, anunciando Praciano, mas não exala potências comunalidades. Sua última eleição, irmanada com o que há de mais atroz no palco da política amazonense, configurou de vez sua representação burguesa. Assim, o único conforto de Amazonino, para se sentir de esquerda, seria indicar o deputado estadual Sinésio (PT-AM) para o Senado. Esse, pelo menos lhe ajudaria a manter suas duas faces: realista de direita e ilusão de esquerda. Como dizem os fenomenólogos: efabulação de ideias. Tudo que Sinésio carrega.

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Thursday, July 9, 2009

FALSA DENÚNCIA NA OEA DA PREFEITURA DE SP/MÍDIA SEQUELADA É DESMENTIDA PELA PETROBRAS

Há quem tente desvirtuar a possibilidade revolucionária da internet devido ao descuramento com a produção de comentários como verdade e realidade. Mas é justamente por não se compreender a multiplicidade de alternativas que se tenta (e não por acaso) reduzir o papel da rede, que há muito não serve apenas para a superexposição de superfluidades. O papel político/artístico/filosófico da blogosfera, por exemplo, é notório e avassalador à grande mídia sequelada, que se tinha como quarto poder, manipulador dos três primeiros. É que agora, além dos comentários instantâneos, há uma imensa produção construtiva. Desde autores como Saramago até estudantes em defesa da meia-passagem em Manaus, e chegando à utilização estratégica como a do blog Petrobras Fatos e Dados, criado para trazer explicações sobre as notícias veiculadas pela grande mídia sobre a Petrobras. Ou seja, ninguém está mais à mercê desse quarto poder nem dos outros três, nem de qualquer poder tirânico de informação.

EXEMPLO: A DENÚNCIA DA PREFEITURA DE SP/MÍDIA SEQUELADA NA OEA

Ontem, nos diversos jornais, principalmente do eixo Rio/São Paulo outro que dançou com as possibilidades reais da multiplicidade de relações da rede , surgiu a “barriga” de que a Prefeitura de São Paulo e ambientalistas entraram com denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o governo brasileiro “por desrespeito aos direitos humanos e violação de pactos internacionais, em razão de ter postergado a distribuição de diesel menos poluente para abastecer a frota brasileira”.

Segundo jornais (?), o alvo da ação é a Petrobras, devido a um acordo que teria sido feito de substituição do atual diesel utilizado pelas empresas de ônibus da maior (e talvez pior administrada) cidade do país por um diesel menos poluente, com menos enxofre.

É paradoxal aí que a própria Folha de São Paulo, por exemplo, demonstra a fraude da falsa denúncia/notícia? Não, isso é própria da direita tacanha e da mídia sequelada.

O acordo é resultado das discussões em torno da resolução 315/2002 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que previa que fosse vendido diesel S-50 nas regiões metropolitanas do país a partir de janeiro de 2009. A medida não será cumprida integralmente, já que a ANP só definiu as especificações do diesel em outubro de 2007, e as montadoras não poderiam ter os motores imediatamente.

O trato prevê um cronograma de implementação do diesel menos poluente nas regiões metropolitanas do país que se estenderá até 2012, quando novos motores estarão disponíveis.

RESPOSTAS DO PETROBRAS FATOS E DADOS

Na resposta ao jornal O Globo e portal UOL, o blog da Petrobras começa por colocar em dúvida a própria existência da notícia:

A Petrobras não tem conhecimento de qualquer representação contra o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA) referente à questão do diesel. Não é verdadeira a afirmação que a Companhia “postergou a distribuição de diesel menos poluente.”

Após afirmar que “nunca descumpriu a Resolução 315 do Conama”, detalha de forma pormenorizada as ações e as cidades onde vão sendo implementadas as medidas que foram fixadas em 2008 e que tem até 2012 para serem cumpridas integralmente:

(…) Os ônibus urbanos da cidade do Rio de Janeiro e de São Paulo passaram a receber o diesel 50, com baixo teor de enxofre. Em maio, o combustível foi fornecido para todos os veículos a diesel das áreas metropolitanas de Fortaleza, Recife e Belém. Em agosto, será a vez de Curitiba ter o combustível para suas frotas de ônibus. Em janeiro de 2010, o combustível será fornecido para os ônibus urbanos de Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e da região metropolitana da Cidade de São Paulo. Em janeiro de 2011, o diesel S-50 estará disponível na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também aos ônibus urbanos das outras três regiões metropolitanas do Estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos).

Em seguida dá uma aula de entendimentos tecnológicos, deixando nas entrelinhas que a medida supostamente tomada pela direita tacanha, segundo a sequelada mídia, seria talvez uma forma de camuflar sua ineficiência/negligência no que diz respeito às questões ambientais:

É importante ressaltar que não é apenas o diesel que influencia a qualidade do ar. Primeiro, porque o enxofre impacta somente o material particulado. A qualidade do ar é afetada por vários outros fatores. Além disso, o diesel de 50 ppm de enxofre só é efetivo quando utilizado em motores com tecnologia avançada. Os benefícios em termos de material particulado ainda são pequenos nos motores atuais.

Para ver a resposta completa, acesse o blog Petrobras Fatos e Dados clicando no logo abaixo.

Afinal, como nunca existiu a chamada imparcialidade na mídia sequelada, a blogosfera permite que se tenha a possibilidade de análise racional de pontos de vista divergentes, de se observar quais deles é racional ou apenas um embuste, uma falseação. E, finalmente, se utilizada como máquina de guerra, no sentido deleuziano/guattaririano, a internet permite até que se fale em imparcialidade, no sentido que é cada leitor/blogueiro que vai produzir seu entendimento, mas sempre numa ligação democrática. Inteligência Coletiva.

Petrobras Fatos e Dados
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Tuesday, June 23, 2009

A IMPRENSA ESPORTIVA E A INTELIGÊNCIA DO JOGADOR

A inteligência é a faculdade de organizar os estímulos recebidos pelo sistema nervoso, transformando-os neurologicamente numa “interpretação” dos arredores e do mundo em si. Inteligir significa organizar e compreender o mundo onde se vive. Daí poder se afirmar que todas as pessoas são intelectuais. Dominam esta capacidade, mesmo aqueles que são considerados pela medicina e pelo senso comum, portador de necessidades especiais.

No ‘mundo’ futebolístico, predomina um enunciado social do chamado senso comum: o jogador de futebol é, invariavelmente, desprovido de intelecto. Equívoco neurológico, e discriminação de classe. É evidente que os jogadores de futebol não são mais ou menos inteligentes que ninguém. A questão é que eles não carregam os signos constituídos da classe média, mesmo que eventualmente algum deles se destaque no paupérrimo futebol brasileiro, e consiga a ascensão financeira, que nem sempre vem acompanhada, de imediato, da ascensão social.

A imprensa esportiva, quando entrevista um jogador, adora expôr esse ódio de classe. Os jogadores, se são medianos com a bola no pé, com o microfone são ainda piores. Sintoma de uma educação que não vivifica e não auxilia na produção de dizeres produzidos a partir da razão, e de uma sociedade segregadora, a qual se reflete no futebol. Daí a imprensa esportiva cair no seu próprio engôdo: se considera superior intelectualmente aos jogadores.

O DRIBLE DOS ‘ESTRANGEIROS’ E O COMPLEXO DE INFERIORIDADE DO FUTEBOL BRAZINIQUIM

Quando um jogador brasileiro vai trabalhar na Europa, acaba adquirindo, em maior ou menor grau, alguns elementos de ordem dos signos constitutivos da chamada ‘boa educação’. Em alguns casos, como o de Raí, por exemplo, há um envolvimento autêntico e efetivo com as artes, com a cultura artística e social do local (Raí viveu em Paris por vários anos), que auxilia o jogador-cidadão a compreender, pelo movimento de reflexão, outros mundos possíveis, o que lhe permite compreender mais amplamente aquele de onde saiu. O mesmo não aconteceu, por exemplo, com o bom menino Kaká, que mesmo em contato com outras ambiências – e algumas nem tanto… – não conseguiu ultrapassar o enunciado patricarcal-familialista-dogmático, embora ainda sonhe ser Raí. Ou Robinho, ou Luís Fabiano… Estes não fizeram bons encontros, não produziram outras afecções com o corpo Europa.

Daí a tranquilidade mediocrizante da imprensa esportiva: é possível manter, com esses jogadores, o jogo do não-jogar. As mesmas perguntas, as mesmas respostas: nenhuma, nem outra. Jogam na Espanha, Itália, Inglaterra, mas jamais saíram do Brasil.

No entanto, quando a imprensa encontra um jogador que não aceita este não-jogo, que sabe articular as palavras, emitir uma sentença que expresse uma operação cognitivo-epistemológica simples, mas resultado de sua ação e reflexão no mundo, quem dança e leva um drible desconcertante é essa mesma imprensa. Foi o caso do jornal Diário do Amazonas, de ontem, segunda-feira, em sua manchete esportiva:

ESPANHÓIS SE COMPARAM A BRASIL E ARGENTINA”

A reportagem foi feita a partir de uma declaração do atacante espanhol Fernando Torres:

A seleção [espanhola] tem fome de títulos. Vamos ver até onde chegamos. Os adversários vão nos conhecendo, querem fazer marcações individuais e, por isso, fica mais difícil ganhar as partidas. Para eles, vencer a Espanha é como era antes bater Brasil ou Argentina

Drible epistemológico de Fernando Torres na redação do esportivo manoniquim – e em quantos mais tenham errado na interpretação do texto, matéria de 1asérie do ensino fundamental, o que vale é que o jornal repetiu o erro. Fernando Torres compreendeu que o futebol mudou, menos para a Espanha, que exprime em sua seleção e com o time do Barcelona, ocasionalmente, a fusão entre o belo futebol (haverá outro? Cremos que não.), a ofensividade e a efetividade. Não por acaso, o clube catalão conquistou a tríplice coroa encantando os olhares mendicantes do bom futebol, e a Espanha transformou o combalido torneio da Eurocopa em um festival das belas artes com a bola nos pés.

Coisa que brasileiros e argentinos há muito não o fazem, nem com Dunga, nem com Maradona, como bem observou o atacante espanhol, e que não sacou o jornal. Deficiência intelectiva, demonstrada pela incapacidade de coordenar e organizar o real para além das armadilhas dos clichês.

Neste ponto, o jornal pode respirar aliviado, ao menos. Está no mesmo nível que a rede Globo, quando faz sempre a mesma pergunta para um sorridente Robinho, Luis Fabiano ou Kaká, recebendo, invariavelmente, a mesma resposta. O telespectador, irônico, sorri.

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Friday, June 19, 2009

CNJ DETERMINA DIREITO ELEITORAL EM CONCURSO PARA JUIZ

Entendendo o aumento de interesses de juristas e advogados, o aparecimento de bancas de advocacia, o incremento de cursos de pós-graduação e mais o ponto importante quem vem tomando nos debates jurídicos sobre Direito Eleitoral, O Conselho Nacional de Justiça-CNJ, publicou em maio deste ano, a Resolução 75/09 que determina que os concursos para juiz de direito dos estados e do Distrito Federal tragam em suas provas, questões sobre Direito Eleitoral.

A relevância conquistada pelo Direito Eleitoral como ramo autônomo do saber jurídico”, para o juiz auxiliar da presidência do Tribunal Superior Eleitoral-TSE, Márlon Reis, foi justamente que levou o CNJ, junto com recomendação do Conselho nacional do Ministério Público-CNMP, a decidir, já a partir deste ano, que a matéria seja incluída nos programas dos concursos para o ingresso na carreira do Ministério Público.

O DIREITO ELEITORAL E AS UNIVERSIDADES

A importância do Direito Eleitoral nas Universidades, segundo o juiz Márlon Reis.

É preciso que a disciplina Direito Eleitoral se faça presente nos currículos mínimos dos nossos Cursos de Direito, sob pena de ver-se comprometido em parte muito significativa a formação dos profissionais que não apenas terão que submeter-se aos rigoroso Exame da Ordem e concursos jurídicos, como terão quase sempre que conviver com demandas relativas ao tema”.

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Thursday, June 18, 2009

ONDE SE ENCONTRA O JORNALISMO NO DIPLOMA DO JORNALISTA?

Ontem, por 8 votos a favor e apenas um contra, o Superior Tribunal Federal (STF) aprovou como “inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo”. Os ministros assim procederam, por considerarem a chamada Lei de Imprensa como sendo retrógrada e ainda carregando ranços do regime de exceção instituído no regime militar, que teve como um dos principais funcionamentos desqualificar vozes e letras de resistência à ditadura.

Por outro lado, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) aparece como a principal oposição à inconstitucionalidade da exigência do diploma, para a qual o principal argumento é o de preservar a qualidade no jornalismo que é oferecido à população.

Sabe-se que alguns dos ministros que votaram a favor falando em “liberdade de expressão” pouco são afeitos a colocá-la em prática. Discurso vazio, simulacro linguístico fundado na redundância da informação pela informação. Como Gilmar “Dantas” Mendes, mais afeito a uma Folha, um Estadão, uma Globo. Toda a mídia sequelada, veiculadora da notícia cristalizada e sem novidade.

Levando-se em conta ainda a necessidade de muitos jornalistas de salvar o bodó e o pirão, para este bloguinho, no entanto, a questão real está ocorrendo em outro lugar, que o lugar do conceito de jornalista e jornalismo. Ser jornalista é fazer jornalismo. E fazer jornalismo é tratá-lo enquanto função cívica, conforme o jornalista Ignacio Ramonet.

Naqueles tempos que a Lei de Imprensa foi instituída (AI-5), a posição (aí no sentido sartrista) de um Vladimir Herzog, em seu trabalho como jornalista engajado, não foi suficiente para manter sua integridade física, mas nem a brutalidade da ditadura pode jamais silenciá-lo. Enquanto isso, Roberto Marinho (tinha diploma de jornalismo?), encravado com os militares ditadores, pintava todas as páginas d’O Globona cor marrom, apagando qualquer possibilidade de aparecimento do homem real, sem a mínima possibilidade de cidadania jornalística, tendo ou não diploma seus não-jornalistas.

Na tentativa de manipular com seus decalques e seus enunciados ecolálicos, para que serve o diploma de Miriam Leitão, Clóvis Rossi, Reinaldo Azevedo, Eliane Catanhede, por exemplo, senão para tentar impor uma ditadura da informação distorcida? Império da desinformação generalizada. Que importância há no fato de um Mainardi não ter um diploma? Talvez servisse para o seu ‘calunismo’ social requentar-se de maiores imbecilidades/amenidades. Muito diferente de um Mino Carta, um Leandro Fortes, Marilene Felinto, que fazem passar pelo jornalismo todas aquelas características do bom jornalismo que nos fala o teatrólogo Qorpo-Santo.

Já entre o que Eduardo Guimarães chama de Movimento dos Sem-Mídia, e que este bloguinho, numa proximidade democrática, chama de Mídia-Minoria, no sentido filosofante de minoria, enquanto produção constante, contínua e intensiva, apenas alguns são diplomados no jornalismo, mas na onda blogueira, com todas as suas possibilidades de curvas, que destoam da Mídia-Maioria e, numa nova forma de verticalização, saltam e criam encontros inesperados para além do constituído, dos dados/fatos anemizados/anemizantes de real, provocando microfissuras, microrrevoluções, e fazendo surgir o Novo em palavras e imagens, independente de ter-se ou não ‘deploma’.

Há os que não tem diploma de Jornalismo e são jornalistas.

Há os que não tem diploma de Jornalismo e não são jornalistas.

Há os que tem diploma de Jornalismo e não são jornalistas.

Há os que tem diploma de Jornalismo e são jornalistas.

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Wednesday, June 17, 2009

O IRAQUE NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

A Seleção de Futebol do Iraque entrou hoje, dia 17, mais uma vez em campo na África do Sul, desta vez para enfrentar a Seleção da Espanha, considerada, com toda razão, apesar da mídia especuladora, a melhor do mudo. Com um futebol coerente, bem postado e um tanto veloz, entretanto, não conseguiu a vitória. A Espanha levou a melhor com um gol de cabeça de Villa.

Como diria o compositor negro maranhense João do Vale, “a questão não é esta”. Não se trata de reduzir o jogo da vida ao jogo de não jogar que pretende a FIFA com sua enunciação anódina de que o futebol é festa de congraçamento. Comunhão entre os povos, onde todas as rivalidades são desfeitas em função da alegria dos jogadores e torcedores. Nada disto. É impossível haver para a Seleção iraquiana comunhão entre povos quando seus membros sabem que seu país está sob o julgo da força prepotente e intervencionista do maior império anti-democrático quanto à política exterior. Ainda mais quando esta Seleção sabe que a maior parte destes países que participam da Copa das Confederações está aliada com o fator prepotente, Estados Unidos. E que em nenhum momento se manifestaram contra a situação desumana em que está submetida esta Nação, com civis, crianças, jovens e anciãos sendo presos arbitrariamente, torturados e mortos.

Muito já se falou e escreveu sobre a sordidez das relações esportivas que se manteve nas Olimpíadas Nazista. Muito se exclamou: “Como pode diante de tanto horror países corroborarem, com suas participações, neste funeral macabro consignado como comunhão dos povos”. Hoje, alguns assistem os filmes da época, e sem nenhum pejo, se defendem: “Como me indignar com o ocorrido se eu não estava lá? Além do mais, já faz tanto tempo.” Assim, como muitos não se indignam com o ontem, hoje, quando a Seleção do Iraque participa desta Copa, a maioria não se indigna. Quer tão somente embalar seus bocejos indiferentes. Nada importa. Não importa que estes jovens que vestem a camisa de sua pátria, no momento em que estejam comemorando um gol, ou tristes por sofrerem um gol, um de seus parentes ou conterrâneos estejam sendo presos e torturados. Servindo com seus espíritos e corpos escravizados de prazer sádico aos seus algozes. Nada de indignação. O futebol é uma celebração. Dirão muitos: “Mas vai ver que no seu próprio país o povo está vibrando com sua Seleção”. Cretino argumento. Tão cretino quanto o coro que a mídia entoa, juntamente com a FIFA, afirmando que a participação do Iraque serve para levar um pouco de alegria ao povo iraquiano e diminuir seu sofrimento. Ou, quem sabe, pelo menos em 90 minutos, fazer com que ele esqueça de sua angústia. É a irracionalidade expressada como sadismo.

Futebol não é política internacional para aliviar a dor de um povo subjugado em seu próprio território cultural. No mínimo, se a FIFA pretendesse levar alegria aos povos submetidos ao neo-colonialismo pós-moderno, deveria impedir a participação dos países intervencionistas nas suas realizações esportivas. Mas isto é uma pura ingenuidade política, quando se sabe que quem mantém a FIFA são grupos que também têm suas participações lucrativas nestes Estados intervencionistas. Principalmente empresas que impõem suas mercadorias a estes povos submetidos.

Todavia, apesar de todos os pesares impostos pelo terror econômico, via FIFA, a participação da Seleção do Iraque na Copa das Confederações traduz para os lúcidos, não indiferentes, a tenacidade de um povo que se quer vivo e independente. Não importa se a participação da Seleção iraquiana na Copa só aconteceu com o consentimento do Estado Americano em conluio com o governo atual do Iraque, pois com gol ou sem gol, o importante é que a Potência-Povo sobreviva.

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Wednesday, June 10, 2009

PETROBRÁS E SEU BLOG SERVIÇO PÚBLICO

Como forma de apresentar, via internet, suas produtivas ações como empresa de capital misto, administrada por competência pública, a empresa brasileira Petrobras criou um blog. Sua função jornalística encontra-se refletida no conceito democrático de comunicação como Serviço Público. A informação dos “Fatos e Dados” a serviço da sociedade brasileira. O que já fazem muitos blogs comunitários. Uso racional e coletivo dos meios virtuais para servirem ao Bem Comum.

Como o Blog da Petrobras publica perguntas de jornalistas de todas as mídias, e as responde através de suas análises amparadas no que a empresa entende como de interesse coletivo: à ação jornalística democrática, as mídias retrógradas inquestionáveis em si mesmas, e representantes do capital direitista internacional —,como geradoras e mantenedoras do jornalismo de mercado, reagiram (posição patológica prévia), como soe acontecer em momentos como este, quando qualquer órgão do governo Lula, notoriamente eficiente, como no caso a Petrobras, age (posição produtiva no instante dado). Estas mídias viscosas (como diria o filósofo Sartre), aproveitando o rastro da CPI da Petrobras, cavada pela direita parlamentar, lançaram-se aos impropérios contra este órgão produtivo. São dezenas de editorias e artigos desabonadores. E em um gritante demonstração de parca (e miserável) inteligência, recorreram aos subterfúgios surrados da tal censura jornalística. Cerceamento à liberdade de imprensa. Todos ignorando que liberdade jornalística é o exercício democrático da comunicação como disciplina cívica, que só é produzida nos territórios sociais da Ética e da Epistemologia, o que não se encontra nos tais editoriais e artigos.

A REATIVA REAÇÃO DA MÍDIA REACIONÁRIA

É supérfluo escrever que todo este estertor de cadáver capitalístico endereçado à Petrobrs por esta mídia é nada mais do que o sintoma freudiano da inveja. Governo Lula vai bem, a Petrobras também, o que para a direita não é um bem, é um mau. Ainda mais quando sabe que Lula pode eleger Dilma como sua substituta na Presidência. Ainda mais porque, sendo uma direita tão direita, só tem um único candidato.

Porém, jogando longe a inveja, o que torna escabrosamente hilário esta vetusta conduta, são os argumento destes personagens evocando liberdade e transparência. Logo quem? Os fiéis escudeiros do ideário privatista. Estes que jamais tiveram esta exigência quanto à transparência no governo Fernando Henrique. Mas no governo Lula se querem arautos e guardiões da ética social engendrada por suas próprias mentes venais, que não souberam usar suas liberdades para fazerem emergir suas inteligências, e então as usarem em benefício da democracia. E não ficarem posicionados como guarda-costas das multinacionais, que fomentam suas parcas profissões mantidas pelas força imobilizadora dos clichês muito bem manifestadas nas vozes e textos de um Boris Casoy (o que desativou o conceito “vergonha” no jornalismo); Dora Kramer (aquela que faz do vazio linguístico o glamour da inutilidade); Kennedy Alencar (aquele que faz o embotamento semiótico alucinar a defesa da lógica da inveja). Toda uma confraria ignóbil reduzida em clichês tipificados como “atitude burra” (antropomorfismo próprio de quem vive na superfície do óbvio), “tiro no pé” (presunção de quem crer que sua manifestação é um fiel entendimento de que a Petrobras errou ao criar o blog)… Patético espetáculo que se repete, mas não cansa o jornalismo conspirador e intrigante. A cópia fiel do modelo que inviabiliza a existência.

A LÓGICA E A ÉTICA DA AÇÃO

Com a reação da direita, era de se esperar a ação dos livres: a lógica social. Assim, aconteceu de surgirem múltiplas opiniões endereçadas ao Blog da Petrobras, colocando-se favorável ao feito internético. Concebendo a criação do Blog como um vetor de alternância cognitiva composto pelo governo federal e a sociedade. Como a Associação Brasileira de Imprensa – ABI, Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, entre tantas entidades e personagens. Um afluxo de opiniões favoráveis tamanho que colocaram o Blog, com poucos dias de existência, em um patamar de mais 200.000 acessos. A práxis da Ética como comunalidade. Um bom motivo, dado o grau de relação pública alcançada, para que outras instituições governamentais também criem os seus blogs, dado a necessidade da informação mais veloz e precisa, já que precisão não é feitio da mídia viscosa. Ela sempre, quando se trata de notícia sobre fatos do governo, recorre ao seu “dom artístico” para alterá-los. Na linguagem jornalística, ato de sabotar, escamotear, truncar a informação.

No mais, parabéns, Petrobras! O Blog de Todos Nós!

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Monday, June 8, 2009

VÔO 447 E A DESAPARIÇÃO DA MÍDIA

Na sociedade de consumo, onde tudo se torna mercadoria reificada como objeto de lucro, e que as relações sociais são atravessadas pelos meios de comunicação, as mídias, principalmente as televisivas, se mantêm do mais alto grau de desaparição dos fatos. Condição de apanhar um fato real com todas suas notas de visibilidade representadas em tempo e espaço definido encadeadas em uma enunciação própria, confirmadas pela percepção e o intelecto , e desativá-lo para que seja apresentado como imagem virtual em tempo real. Imagem sem suporte material, e tempo destacado da história e dos conteúdos existenciais. Nada mais que elevação do fato a fetiche.

Estabelecida neste vazio, a mídia-televisiva trata a informação tão somente como um espectro, onde o acontecimento é preterido em favor do espetáculo virtualizado. Assim, diante de fatos considerados por ela como catastróficos, seu exercício é se apossar de objetos e pessoas envolvidas na catástrofe, desativá-las de suas realidades e existências, através da abstração formal, e transformá-las em mercadoria de lucro no mundo virtual, onde nenhum contato é possível com o mundo real, já que o fato entrou na névoa da desaparição É assim que ela consegue manter sua audiência: sempre com imagens desativadas prontas a capturar o telespectador dos sentidos e da inteligência virtualizados, desaparecidos de suas significâncias sociais.

A CATÁSTROFE DO VÔO 447

Desativada do real, a mídia-televisiva toma os fatos pela simplificação de seu vazio. Assim, tem como catastrófico uma ocorrência onde acontecem mortes, o signo místico de alto valor comercial. Entretanto, foi exatamente por este entendimento que ela se viu nestes últimos dez dias em situação desesperadora como veículo vampirante da expressão da dor lucrativa.

O acidente do Vôo 447 impôs na mídia-televisiva o maior grau de desespero diante da impossibilidade de lucrar com a dor alheia. Como sua lógica capitalística é apanhar os fatos ocorridos na esfera real e fazê-lo, pela abstração formal, desaparecer e exibir seus resíduos virtuais lucrativos como imagem despotencializada, e como o avião desapareceu nas águas oceânicas distante de suas possibilidades, ela viveu a dor do que é uma real catástrofe: o momento em que todas as regras de um sistema desaparecem e o sujeito não possui mais notas capazes de lhe conduzir na nova objetividade. Sem os destroços do avião, sem corpos, ela se viu imobilizada em sua própria desaparição. Queria um objeto qualquer para exibir como mercadoria. Como não havia nada sobre a superfície da tela oceânica, e mais a distância onde ocorreu o acidente, ela teve que se contentar com seus recursos da tecnologia virtual: montou avião como figura-virtual em espaço com o oceano como fundo, ajustados em textos especulativos, para não perder de vez a oportunidade de lucrar.

Agora, como o tempo afastou a força impactante do acidente como objeto comercial, eliminando seu tempo real, deixando somente os parentes das vítimas com o acontecimento/presença/real, onde o tempo da dor é mais longo, esta mídia-televisiva tem que enfrentar a realidade que o fato aéreo lhe impôs como fracasso econômico, onde a dor alheia é só mais uma mercadoria na mídia de mercado.

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Monday, May 18, 2009

AS IMPREVISÕES DO TEMPO NOS GOVERNOS CATASTRÓFICOS

As alagações nos diversos estados brasileiros, sobretudo no Amazonas, demonstram a possibilidade de dois crimes impetrados, ano a ano, pelos (des)governos à população: incapacidade de perceber a emergência de fenômenos naturais que afetarão a população e/ou descaso em relação à população, que a faz padecer.

Os fenômenos são naturais, e cheia no Amazonas ocorre todos os anos, como já dissemos aqui nesse bloguinho há dois anos passados, e que também foi observado recentemente pelo deputado federal Francisco Praciano, ao dizer que “cheia na Amazônia não pode ser surpresa”. Por isso, quando vemos nas imagens apresentadas na televisão a situação desesperadora, principalmente dos pequenos agricultores e pecuaristas, sabemos que tais situações podiam ser muito bem evitadas. E por que não o são? Justamente por que a intensificação dos fenômenos naturais é antinatural, como disse a senadora Marina Silva e as ações que poderiam diminuir seus impactos na população são retardados pelos governos vitimais.

DO PADECIMENTO AO COMPADECIMENTO

Na sequencia ao padecimento da população vem logo o compadecimento do governador. As imagens da semana passada demonstraram bem esses governos que fortalecem suas imagens justamente com a população que eles, criminalmente, humilhantemente, violentam e vitimam. A primeira foi do vice-governador Omar “vinde a mim” Aziz distribuindo os cartões do SOS Enchente. A segunda foi do governador Eduardo “guerreiro de sempre” Braga resgatando lixo no igarapé do São Raimundo.

Essa estratégia de marketing, típica dos políticos demagogos, foi muito empregada no passado pelo prefeito cassado Amazonino. Agora que este tenta o truque de fazer desaparecer a si mesmo, como um de seus pupilos, Braga não poderia deixar de fazer uso da estratégia. A imagem emplaca bem com o sentimento cristão e os valores ocidentais de piedade e solidariedade. Uma estratégia tão antiquada e retrógrada que ficaria bem numa cena de romance naturalista do final do século XIX.

A EMERGÊNCIA DO ESTADO DE EMERGÊNCIA

Para garantir os custos da estratégia, os governos, emergentemente, decretam estado de emergência, enviando pedido de verbas para o governo federal, como fez recentemente Amazonino cassado. O que levou o vereador José Ricardo a pedir o acompanhamento e fiscalização desses recursos públicos: “Precisamos saber quanto será gasto com essa ajuda e para quem chegarão esses recursos”. Ele lembrou que foram disponibilizados R$ 9 milhões no estado de emergência lançado no início do ano para as obras de tapa-buracos e que só foram “concluídas somente 18% das obras previstas para serem concluídas em 120 dias”.

E assim, enquanto os fenômenos naturais vão sendo colocados como catástrofe, os políticos vitimais-demagogos vão lucrando com a barganha de recursos públicos e com a imagem salvadora, quando poderiam há muito tempo ter realocado pessoas, distribuído auxílio antes de plantas, animais e pessoas morrerem ou ficarem tão fragilizadas em situação vitimal.

A proporção da enchente pode até ser maior do que a de outros anos, mas mesmo isso já fora previsto até nas previsões de tempo televisivas. O que esses políticos não sabem é que essa imagem já é clichê antigo e se percebe nelas algo como um falso hálibe de criminoso tentando se passar por vítima e herói ao mesmo tempo. Mas desses a população já sabe que não há nada que se possa dizer natural, tudo falseações degeneradas, fraude, simulações.

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Thursday, May 14, 2009

ADUA PROMOVE ATO DE SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR GILSON, ESPANCADO PELO IRMÃO DO VICE-GOVERNADOR

Estará sendo realizado amanhã, dia 15, às 9h, no Campus Universitário, nas dependências do ICHL, um ato de solidariedade ao professor Gilson Monteiro, e uma manifestação de repúdio contra a barbárie promovida pelo irmão do vice-governador, Aim Aziz, que na segunda-feira passada invadiu o território institucional da Universidade do Amazonas, adentro no auditório, onde o professor ministrava aula, e o espancou diante de todos presentes.

Na ocasião do ato de solidariedade e repúdio, alguns professores, alunos, funcionários, entidades dos direitos humanos, associações, ONG’s, e outras entidades farão uso da palavra para mostrarem suas opiniões contra a violência ocorrida no interior da instituição federal de ensino. Fato irracional nunca testemunhado pela história da Universidade, que completou 100 anos de existência.

Também serão discutidas as providências jurídicas que serão tomadas pela ADUA contra o agressor, possível punição para a sobrinha, estudante do curso de Comunicação, que foi avisar o tio, como também a posição jurídica da própria Universidade, já que, como instituição federal, teve seu território invadido; seus enunciados, como órgão de saberes, preterido pela violência, e seu corpus disciplinar abalado pela presença estranha do agressor em seu interior.

Este Bloguinho Intempestivo, em sua cartografia de desejos constitutivos da Inteligência Coletiva, vem a público desde já, expressar a sua continua solidariedade ao professor, como demonstrou anteriormente, para que o Amazonas deixe de ser para sempre um Estado tutelado por alguns grupos. Como vem ocorrendo a dezenas de anos.

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