Tuesday, September 22, 2009

WALLACE: CONSELHO DE ÉTICA PEDE SUA CASSAÇÃO

O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Amazonas pediu hoje, dia 22, a cassação do deputado estadual Wallace Souza por quebra de decoro parlamentar. O deputado está sendo investigado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) acusado de ser chefe de uma grupo de extermínio, tráfico de drogas, coação de testemunhas, formação de quadrilha, exploração sexual infanto-juvenil e porte ilegal de armas.

Segundo informação de alguns parlamentares, o relator do processo, deputado Liberman Moreno, ainda tentou estabelecer para Wallace uma pena mais leve, e não a cassação. Todavia, os deputados se uniram e modificaram, em alguns pontos, o texto do parecer de Liberman.

Agora, o pedido vai para o plenário para poder ser julgado até o dia 30 de setembro, sem a participação de Wallace, já que de acordo com as leis legislativas ele não pode votar.

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Thursday, July 9, 2009

ADAIL, ACUSADO DE PEDOFILIA, PROCURA ARTHUR


Embora pessoas próximas ao senador Arthur Neto (PSDB-AM) afirmem que não, entretanto a mídia manauara, tão dada ao jornalismo anódino, publicou que o ex-prefeito do município de Coari, Adail Pinheiro, acusado de prática de pedofilia, entre outros crimes, e que teve seu registro político cassado terça-feira pelo Tribunal Regional Eleitora do Amazonas – TRE-AM, em Brasília procurou o senador amazonense em seu gabinete na terça-feira. Ainda segundo a mídia local, o ex-prefeito, acusado de pedofilia, procurou Arthur acompanhado do deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), parlamentar eleito com auxílio de programa de TV com corpo miserabilista.

Intimado a depor sobre acusação de pedofilia, o ex-prefeito de Coari, depois de não comparecer à audiência diante do senador Magno Malta, relator da CPI da Pedofilia, atribuindo perda de avião, dirigiu-se a Brasília para tentar audiência com o relator da CPI, mas protegido por alguns privilégios. Diante da recusa do relator em não conceder nenhum privilégio, Adail procurou apoio nos que acreditava capazes de tal poder no Congresso Nacional.

Configurando o fato como verdadeiro, que o acusado de prática de pedofilia, Adail, procurava apoio para sua causa, e, então, Arthur, escapam três inquirições:

1 – Por que Adail, não procurou os outros dois senadores do Amazonas, Jefferson Praia (PDT) e João Pedro (PT) para intercederem em sua causa?

2 – Por que Adail procurou Arthur? Será porque acredita que o senador do PSDB tem grande influência no Senado, e quiçá no governo Lula, a ponto de lhe auxiliar com alguns privilégios para diminuir a acusação de que está sendo submetido ou, quem sabe, anulá-la?

3 – Adail procurou Arthur com a forte certeza que o senador poderia lhe ajudar, porque na CPMI contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, juntamente com a deputada federal Vanessa (PC do B), José Dirceu (PT) e Nei Suassuna, ele, Arthur, conseguiu influir na retirada do nome do vice-governador do Amazonas, Omar Aziz, acusado no inquérito do relatório composto pela deputada federal Maria do Rosário, que na ocasião chorou, afirmando que jamais vira no Congresso Nacional o que estava presenciando?

Todavia, não configurado o fato como verdadeiro, que Adail não procurou Arthur, de qualquer sorte falta de sorte , o senador amazonense já esta sendo comentado pela opinião pública como alguém que foi buscado pelo ex-prefeito Adail Pinheiro, acusado de crime de pedofilia. Busca perigosa, principalmente quando se sabe que ano que vem tem eleições para presidência, governo estadual, senado e câmara dos deputados. E a fama de Adail não é nada benéfica para que algum candidato queira contar.

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Wednesday, July 8, 2009

SERRA NÃO SAINDO CANDIDATO, COMO FICA A MÍDIA DIREITISTA?

Já se encontra como representação mental em grande parte dos brasileiros-eleitores que Serra, governado do Estado de São Paulo, membro do PSDB, poderá não sair como candidato às eleições à Presidência da República em 2010.

Como é da natureza do animal racional-falante homem, a representação mental de Serra, como não candidato, já se compôs como enunciação coletiva. Ou seja: encontra-se na boca do povo, nas ruas, igrejas, lares, bares, repartições, escolas e estações…

Seguindo a confirmação da não-candidatura de Serra que o patriarca da empresa Folha de São Paulo, senhor Frias, queria vê-lo na Presidência do Brasil antes de morrer, o que não se realizou, tanto porque Lula não permitiu, e porque o senhor Frias morreu , pergunta-se: como fica a mídia direitista, já que o essencial de sua existência, depois da saída de Fernando Henrique, da Presidência, seu fim utilitarista é exatamente a candidatura Serra, dado a profunda identificação entre ambos quanto aos princípios da economia de mercado do sistema capitalista? Principalmente no quesito privatização. A fórmula de tirar qualquer participação do Estado nos negócios das empresas privadas. Um sonho de maná econômico.

É certo que no quadro político brasileiro existem alguns representantes do legislativo e executivo, e até do judiciário (caso particular do ministro Gilmar Mendes), que se assemelham aos interesses desta mídia, porque são também membros desta confraria retrógrada. O que seria fácil para esta mídia se unir.

Todavia, a sua relação tão íntima com Serra, e mais a facilidade de trânsito entre eles, construída nestas décadas pós-ditadura, deixa uma sabor amargo de frustração e, consequentemente, o aumento do ressentimento contra tudo que represente o contrário de seus interesses. O que envolveria, no caso frustrante, a rejeição cruel contra a candidatura da ministra Dilma. Tudo muito doloroso para esta mídia direitista.

Alguém pode acusar: “Espera aí, tem o Aécio!” Ela até poderia aceitar, mas com muito contragosto. Embora Aécio seja um jovem-senhor-reacionário, membro do PSDB, ele destoa pouco, mas destoa do modelo Serra de se relacionar com grupos claramente interesseiros, onde o que menos conta é uma moral coletiva. O que ainda causa um certo temor ao mineiro. Talvez por ação da sombra do avô Tancredo Neves.

Desta maneira, atualizando-se concretamente o quadro, a mídia vai ter que ficar se corroendo em seu rio poluído de frustrações.

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SILOGISMO DE UMA LEI NECESSÁRIA

Se todo político mente, as promessas estão descartadas.

Assim, nenhum eleitor votará.

Logo, acaba a Democracia Representativa.

Se só a maioria dos políticos mente, diminuem as promessas.

Assim, os eleitores votarão na minoria.

Logo, é possível construir uma Democracia Constitutiva.

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Tuesday, July 7, 2009

BUARQUE QUER SARNEY NO DECORO

Movido pela observação e entendimento que teve do fato de Sarney ter se encontrado às portas fechadas com Lula, e daí ter extraído elementos capazes de levar o presidente do Senado ao corpus parlamentar do decoro, o senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), vai colher assinaturas entre seus pares para consumar seu intento.

De acordo com o entendimento do senador, Sarney está submetendo o Senado à manipulação de Lula, que visa às eleições para Presidência em 2010. Ainda segundo seu entendimento, uma República é composta de três Poderes: Legislativo, Judiciário e Executivo. Entretanto, Lula acabou com o Legislativo, aproveitando a situação preocupante em que passa o Senado para fazer acordo com o PMDB com intuito de fortalecer alianças em seu benefício. E Sarney, fragilizado como está politicamente, aceita tudo para mudar sua situação. Para fortalecer sua observação e entendimento, Buarque afirmou que “o Senado se transformou em um ministério do governo Lula”.

MORAL PREOCUPANTE DE BUARQUE

Eu estou muito preocupado é com a desmoralização do Congresso, por causa do acordo em que o presidente da República passou a ser tutor do presidente Sarney.”

Moralizou-se Buarque. Embora alguns digam que esta posição ‘buarqueana’ é devido ao senador também ter usufruído dos atos administrativos expostos em público pelo senador Arthur 5% “Orgulho do Amazonas” como uma besteira.

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FERNANDO HENRIQUE ESTÁ “UM TANTO PERPLEXO”

O vaidoso e invejoso detrator do governo Lula, ex- presidente da República, Fernando Henrique, o ‘príncipe’ da direita que levou o Brasil à falência em duas gestões por obra de violenta ação-demagógica anticonstitucional que estabeleceu o direito à reeleição, esteve hoje, dia 7, no Senado, sentado ao lado do senador José Sarney, presidente da Casa vivendo seu mais doloroso baixo-astral , para comentar sobre os 15 anos do Real, cuja realidade é outra. E que seria bem pior sem as políticas econômicas estabelecidas pelo ministro Mantega.

Como não poderia deixar de ocorrer, o ‘príncipe, sabendo-se sob holofotes da mídia, sua siamesa, aproveitou para tecer comentários contra as medidas econômicas que o Governo Federal premiado internacionalmente vem usando para debelar a chamada crise econômica internacional.

Fingindo não querer falar sobre o estágio de sucesso em que o Senado está exposto, saiu-se com um: “Eu prefiro, realmente, em homenagem ao Senado que vai falar sobre o Real, não falar sobre essas coisas porque é muito desagradável”. Mas foi escorregando naquela coceirinha invejosa, e disfarçou: “Em casa de enforcado não se fala em corda”. Depois, não aguentou a ladeira da inveja mesclada com a amnésia-governamental, e mandou ver: “Um tanto perplexo”.

O ‘príncipe’ está “um tanto perplexo” com o estágio mal-dito em que está fixado neste exato momento, o Senado. Eis o motivo porque não queria falar: ele esqueceu o Senado que ele manipulou em suas duas gestões que não existiram. Ele esqueceu como a reduzida oposição não conseguia aprovar nada contrário aos seus interesses e seus pares ambiciosos. Ele esqueceu da quantidade de CPI’s que foram abortadas contra suas gestões. Por isto está “perplexo’. Como se encontra em estado de amnésia-governamental, este Senado de agora, ele não reconhece, em seus corpus-corrompidos, elementos constitutivos de seus des-governos. Assim, ele aparece diante de sua amnésia como um Senado desconhecido para ele, que está vendo pela primeira vez.

Este Fernando é um ‘príncipe’ mesmo. Só que em sua ‘nobreza’ amnésica, ele também esqueceu o povo, mas só que o povo não tem amnésia social para não desejar a democracia.

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QUANTO VALE A LÍNGUA DE ARTHUR?

Disse a Renan que se tiver que ser hoje será. Se alguém tiver autorização para fazer isso, que faça. É uma notícia grotesca me imaginar processado pelo PMDB. Se querem me calar terão que cortar minha língua ou decepar minhas mãos. Essa seria a única forma de me calar.”

Mais uma produção verborrágica modelo estereótipo do senador Arthur 5% “Orgulho do Amazonas” Neto, ao ser notificado, por fontes ocultas, que seria processado pelo PMDB, por decoro parlamentar. A acusação emerge da denúncia publicada pela imprensa, no caso particular, a revista semanal Isto é, em que Agaciel e seus amigos afirmam que o próprio Agaciel depositou R$ 10 mil na conta de Arthur quando o mesmo teve problemas com seu cartão quando se encontrava em viagem a Paris em 2003. Além das acusações de possuir funcionário fantasma, e os gasto com tratamento de sua mãe, que ultrapassaram o determinado pelo Senado.

Diante da ameaça, Arthur foi célere e presenteou o público brasileiro com sua verve rocambolesca. O público, como bom gozador, já imaginou o ator sem língua no Senado. Fato que não se deve, nem sob tortura, imaginar. O Senado precisa da língua de Arthur. Como o Brasil vai passar uma semana sem ouvir os modelos clichês de Arthur, acompanhado de seus maneirismos? Impossível. No espaço cênico do Senado, com marcação específica para dramalhões, não podem faltar nenhum dia personagens como Arthur, Heráclito Fortes, Mão-Santa, Agripino este nos tira o tino , entre outros.

Mas, em sua prosopopéia plautiana, Arthur nos oferece um consolo: sua língua pode não ser cortada, mas sim suas mãos. Um consolo para seu grande fã clube. Arthur, mudo, mas balançando os braços, como Chacrinha balançava a pança.

O PREÇO DAS LÍNGUAS

No folguedo político/econômico/social/étnico maranhense, o Bumba-Meu-Boi, em dois quadros da encenação popular, a língua do Boi surge como elemento relevante da festa. Quando Pai Francisco é acusado de ter roubado o Boi para dá para sua mulher, Catirina, a língua que está desejando, por se encontrar grávida, e quando, no final do maravilhoso espetáculo, o Amo do Boi vai vender a língua do Boi para a Dona da Casa.

Como se pode observar, e entender, nos dois quadros a língua surge, bilíngue, com um valor. No primeiro como o valor-maternal: Catirina precisa comer a língua do Boi para continuar a gravidez e conceber um belo Chiquinho. A exaltação do amor de mãe. E mãe é mãe, e em termos de valor, tem o mais superior. Ai daquele que negar a uma mãe a sua natureza de parturiente. No segundo, surge o valor propriamente capitalista: o preço da língua no mercado bovino. Neste, a língua se encontra embrulhada no fetichismo comercial como objeto reificado: não é mais propriamente a língua, órgão biológico urrante, é nada mais que um valor. E como no capitalismo o valor tem sempre um valor que não é o valor do objeto, a língua do boi exacerba o mercado.

Entretanto, no significante língua-valor, o objeto língua tem a mesma finalidade: satisfação orgânica. Tanto a Catirina como a Dona da Casa comem a língua. Agora, no caso do Arthur, saltam duas interrogativas: cortada sua língua, qual será seu preço no mercado, já que se trata de uma língua muito bem usada durante sete anos no Senado, como instrumento de repetição de clichês, e o clichê é muito importante para a política? E quem comerá sua língua? O PMDB sozinho? O PMDB junto com boa parte do PT, PC do B, PDT, PSB…? Ou o PMDB venderá a língua para o Serra comer junto com seus apaniguados, como churrasco, ou assada com molho-canela?

A bolsa de ofertas e apostas está aberta. Quem proporcionar o preço justo e acertar quem vai comê-la ganha como brinde uma lambida.

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Monday, July 6, 2009

“ O ESPÍRITO DE SARNEY ESTÁ TRANQÜILO…”

Vivendo nos últimos dias no maior baixo-astral de toda sua carreira política, denunciado por escândalos no Senado com a participação de seus parentes e amigos nomeados força de atos administrativos secretos, o senador José Sarney, presidente do Senado, resolveu dar um tempo ao corpo e espírito. Como um bom religioso recebeu ontem em sua casa, em Brasília, a presença de uma autoridade do clero católico. Além de ilustres amigos, entre eles, Renan Calheiros e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, autor da frase, “O espírito de Sarney está tranqüilo e aliviado”, proferida aos jornalistas em sua saída da residência do senador maranhense-amapaense.

Com seu “espírito tranqüilo e aliviado”, o senador Sarney afirmou que mandou abrir processo administrativo contra o ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia e contra o ex- diretor da Secretaria de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.

Por sua vez, seu bom amigo, senador Heráclito Fortes (PFL), hoje se querendo justiceiro, primeiro-secretário da Mesa do Senado, afirmou com toda pompa que faz justiça à um membro da direita, que está só aguardando o resultado das investigações sobre Agaciel para punir os culpados. Comicamente em suspeição seus amicíssimos senadores Efraim e Arthur 5% “Orgulho do Amazonas” Neto, entre outros.

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DANIEL DANTAS DENUNCIADO PELO MPF

Arrolado em vários processos pela Justiça Brasileira, o banqueiro Daniel Dantas, controlador do Oportunity, foi, sexta-feira, em ação jurídica, denunciado à 6ª Vara Federal Criminal pelo Ministério Público Federal de São Paulo.

Segundo a denuncia do MPF-SP, o banqueiro foi denunciado pelos seguintes crimes:

- Lavagem de dinheiro

- Gestão fraudulenta da instituição financeira

- Evasão de divisas

- Formação de quadrilha e organização criminosa

Em todos estes crimes, Daniel Dantas já havia sido denunciado em outras instâncias jurídicas. O que o torna diante da opinião pública brasileira a personagem mais conhecida no ramo da corrupção. Aprendizagem que vem do tempo de sua amizade com Antônio Carlos Magalhães, vulgo Toninho Malvadeza, na Bahia, passando pelos privilégios financeiros construídos nos governos de Fernando Henrique, o príncipe do reino desencantado do PSDB.

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Friday, July 3, 2009

SARNEY E A CASA DE R$ 4 MILHÕES

O presidente do Senado, ameaçado de perda do cargo, José Sarney (PMDB-AP), acrescentou mais um peso ao seu baixo-astral, que já se encontra tão baixíssimo. Desta vez, é a propriedade de uma casa em um dos bairros mais nobres de Brasília, na Península dos Ministérios, no Lago Sul em valor da bagatela de R$ 4 milhões.

Ora, ora, não seria nada demais se Sarney não fosse ‘político’ profissional de longas datas no ramo. Ramos antes da ditadura, ditadura (que bom para si ), e pós-ditadura que continuam a florescer. Não seria nada de mais se o “impoluto” senador não tivesse deixado de declará-la em duas eleições à Justiça Federal. As eleições de 1998 e de 2006.

Sentindo o lombo parlamentar cada vez mais se curvar, quase chegando ao estágio cruel de total impossibilidade de locomoção senatorial, o senador Sarney publicou nota afirmando que foi equívoco de seu contador que declarou à justiça Federal em 2006 a lista de seu bens de 1998. Na mesma nota, como forma de defesa, Sarney escreve que a casa não foi declarada em 1998 porque foi comprada em leilão em 1997, e o pagamento fora feito em parcelas. E que o registro de contrato de compra e venda foi lavrado em cartório em setembro de 1997, cuja formalização só ocorrera em escritura executada em 2007. E que no período antes de 2007 o imóvel esteve em domínio do proprietário antigo, o que permitiu que não fosse incluída na declaração de Imposto de Renda em 1998, e a Justiça Federal não fosse informada.

Qualquer brasileiro, por mais simplório que seja, quanto às questões da alcunhada política brasileira, sabe que toda esta marola que a direita parlamentar está remando, tendo na orla o senador “Orgulho do Amazonas”, Arthur Neto, o mais estereotipado dos senatoriais, e Heráclito Fortes, o “bom companheiro”, os ilustres do PSDB e PFL, o casamento mais perfeito da história reacionária do Brasil, tem um único objetivo: tentar sujar o governo “teflon” de Lula, onde nada gruda. Por isto, não é por menos que a mídia-sequelada baba tanto. Mas, convenhamos, Sarney, embora se queira “impoluto”, não está acima de qualquer suspeita. Um homem que serviu muito bem à ditadura, consegue ser ‘escritor’ e ‘político’, e ainda ter duas regionalidades, Maranhão e Amapá, por onde é senador, não é de se desprestigiar, mano. Ninguém tem o patrimônio que Sarney tem sem tanto talento, mano. E ninguém esquece que tem uma casa de R$ 4 milhões sem uma boa memória, mano.

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