PROTESTOS EM MADRID, BRUXELAS, ATHENAS E LISBOA CONTRA MEDIDAS PARA CONTER A CRISE PROVOCADA PELO CAPITALISMO
As medidas usadas pelos países europeus para conter a crise do capitalismo neoliberal tem estimulado várias manifestações por parte das populações contrárias às decisões dos governos e empresários do Velho Mundo. Para os manifestantes as medidas vão levar os trabalhadores ao desemprego e ao empobrecimento.
Atenas, Lisboa, Bruxelas e Madrid são algumas cidades em que as populações decidiram ir às ruas para protestarem contra tais medidas adotadas para conter a crise. E como sempre acontece em manifestações como estas a reação dos governos foi de mandar suas polícias reprimir os manifestantes.
O que não arrefeceu os ânimos dos participantes das manifestações gigantescas que foram compostas nestas cidades. Cartazes de protestos com palavras de ordem como “Indignai-vos!”, foram erguidos durante as manifestações que reuniu centenas de milhares de pessoas.
Em Bruxelas, trabalhadores protestaram contra as medidas de contenção que serão aprovadas nas reuniões de cúpula da União Europeia, hoje, dia 1°.
“Construam uma outra política, a política de austeridade não funciona e criou um abismo entre os cidadãos europeus e os dirigentes da Europa”, discursou o secretário-geral do sindicato dos professores, Claude Rolin.
Por sua vez, Michèle Dehaen, do sindicato dos trabalhadores dos Correios (CGSP), disse que grande parte da dívida da Grécia se encontra em bancos suíços.
“A Grécia está em dificuldades, mas o equivalente a três vezes a dívida pública da Grécia, está em bancos na Suíça. Logo, há formas de obter o dinheiro sem que os trabalhadores sejam penalizados.
Apesara das manifestações anti-austeridade por toda a Europa, os líderes da UE, vão assinar, nesta sexta-feira, aqui em Bruxelas, o novo pacto orçamentário. Mas os sindicalistas acreditam que esse tratado pode conduzir a Europa à recessão”, disse Dehaen.















