ENERGIA LIMPA NO AMAZONAS EM MEIO À POLUIÇÃO POLÍTICA
A mudança da mudança da matriz energética no Amazonas, de fontes combustíveis poluentes para fontes limpas, até setembro do próximo ano, cobrada por Lula na inauguração do gasoduto Urucu-Manaus fez o albatroz que passava altaneiro pousar numa mangueira ali perto, enquanto o presidente continuava:
“Vamos deixar claro que não vamos chegar ao dia 1º de outubro de 2010 e dizer que não deu para fazer a mudança. A produção da energia no Amazonas vai ter que mudar de óleo combustível para gás até setembro do ano que vem.”
Sabe-se, com o pássaro planador, que os maiores entraves da construção desta importante obra do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que liga Urucu, no município de Coari, a Manaus, sempre foram, desde o início, antes mesmo de Lula assumir seu primeiro mandato presidencial, as corrupções que envolvem o ex-prefeito Adail Pinheiro, amigo do atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ari Moutinho “Filho”, ambos amigos do governador Eduardo Braga, fato comprovado desde a Operação Albatroz, da Polícia Federal Republicana, e, principalmente, consolidando-se com a inesquecível Operação Vorax, que desbaratou o esquema de fraude em licitação, formação de quadrilha, pedofilia, entre outros perversos crimes.
Hoje, após tantos desvios, o gasoduto Urucu-Manaus foi finalmente inaugurado, mas Lula sabe que para que em 2010 a meta venha a ser cumprida para americano ver, é necessária fiscalização: “Queremos mostrar aos nossos amigos americanos e europeus que a gente fala menos e faz mais”, disse.
Segundo notícia na Agência Brasil, “a partir de agora, o gás natural que virá de Urucu, no município de Coari, começará a ser distribuído gradativamente para as sete usinas geradoras de energia no Amazonas, fazendo com que o estado deixe de usar óleos diesel e combustível e passe a consumir gás natural para gerar, sobretudo, a energia elétrica de que precisa”. Além disso, a própria tarifa de energia elétrica pode baixar até 75% do custo atual.
Segundo alguns que ouviram a cobrança enérgica do presidente, não se sabe se Lula estava se utilizando de um argumento para implicar responsabilidade dos gestores públicos ou se ele está antecipando-se a novas higienizações democráticas, como foi e é a Vorax…














