Friday, November 27, 2009

ENERGIA LIMPA NO AMAZONAS EM MEIO À POLUIÇÃO POLÍTICA

A mudança da mudança da matriz energética no Amazonas, de fontes combustíveis poluentes para fontes limpas, até setembro do próximo ano, cobrada por Lula na inauguração do gasoduto Urucu-Manaus fez o albatroz que passava altaneiro pousar numa mangueira ali perto, enquanto o presidente continuava:

Vamos deixar claro que não vamos chegar ao dia 1º de outubro de 2010 e dizer que não deu para fazer a mudança. A produção da energia no Amazonas vai ter que mudar de óleo combustível para gás até setembro do ano que vem.”

Sabe-se, com o pássaro planador, que os maiores entraves da construção desta importante obra do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que liga Urucu, no município de Coari, a Manaus, sempre foram, desde o início, antes mesmo de Lula assumir seu primeiro mandato presidencial, as corrupções que envolvem o ex-prefeito Adail Pinheiro, amigo do atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ari Moutinho “Filho”, ambos amigos do governador Eduardo Braga, fato comprovado desde a Operação Albatroz, da Polícia Federal Republicana, e, principalmente, consolidando-se com a inesquecível Operação Vorax, que desbaratou o esquema de fraude em licitação, formação de quadrilha, pedofilia, entre outros perversos crimes.

Hoje, após tantos desvios, o gasoduto Urucu-Manaus foi finalmente inaugurado, mas Lula sabe que para que em 2010 a meta venha a ser cumprida para americano ver, é necessária fiscalização: “Queremos mostrar aos nossos amigos americanos e europeus que a gente fala menos e faz mais”, disse.

Segundo notícia na Agência Brasil, “a partir de agora, o gás natural que virá de Urucu, no município de Coari, começará a ser distribuído gradativamente para as sete usinas geradoras de energia no Amazonas, fazendo com que o estado deixe de usar óleos diesel e combustível e passe a consumir gás natural para gerar, sobretudo, a energia elétrica de que precisa”. Além disso, a própria tarifa de energia elétrica pode baixar até 75% do custo atual.

Segundo alguns que ouviram a cobrança enérgica do presidente, não se sabe se Lula estava se utilizando de um argumento para implicar responsabilidade dos gestores públicos ou se ele está antecipando-se a novas higienizações democráticas, como foi e é a Vorax…

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Thursday, November 26, 2009

A DEMOCRACIA DA MÍDIA FRENTE À PROBA JUÍZA MARIA EUNICE

A história da mídia brasileira pela perspectiva empresarial é tristemente deplorável. Seus transcursos pontuados pela subserviência ao capital das grandes empresas e dos governos ditatoriais, mesmo os ditos democráticos, ofende a dignidade daqueles que se querem cidadãos brasileiros. Não fossem alguns jornalistas engajados que fizeram – e fazem – de sua profissão uma disciplina cívica, nada se poderia examinar como ação comunicativa democrática nesse serviço de informação pública.

Hoje, como nunca, em função do governo Lula, a mídia nacional situada no Sudeste exemplifica essa histórica máxima. Os jornais Folha de São Paulo, Estadão, Globo, revistas Veja, Época, IstoÉ, e a TV Globo, notabilizam-se nessa prática financeira. Sem deixar em segundo plano sua verve conspiratória. É o capital dando a pauta nas redações. Implicações perigosas para a constituição de uma sociedade democrática. Não fossem alguns micros periódicos e os vetores da internet, como alguns blogs e sites, engajados na construção de uma democracia cujo processual seja uma estética constitutiva das potências de cada cidadão, e os posicionamentos de alguns artistas, cientistas, políticos, religiosos, operários, entidades de classes, profissionais liberais, etc, a síntese midiática estaria sepultada na oralidade dessas mídias milícias empresariais do capitalismo patogênico (Tautologia, o capitalismo em si é patogênico).

A MÍDIA MANAUARA NA PRÁXIS DA JUÍZA

Pesando e medindo o corpo da mídia manauara, e tomando suas devidas proporções, em princípio, a mídia manauara tem por conceito, semelhança, analogia e predicado o Mesmo das mídias portentosas. A mídia ajuricabana também sempre esteve urdida com os governos e os empresários, historicamente nunca engendrou uma cartografia jornalística cuja enunciação fosse a atualização do serviço público como disciplina cívica comunicacional. Nunca a democracia como processual ético de produção comunalidade lhe serviu de discurso jornalístico. No máximo, a democracia foi sempre simplificada no conceito de democracia representativa que já lhe garantia disposição para servir os governantes. Some-se a isso a limitação intelectual de seus jornalistas e o atavismo telúrico para subserviência salarial, prostrando-os como profissionais ilustrativos de crônicas de boi e futebol, o mais pobre jornalismo. Além da indiferença de classe com a potência democrática conjugada com anemia dos chamados artistas, intelectuais, poetas, sociólogos, romancistas dos “mormaços” da cidade do “faz escuro, mas” eu durmo.

Foi nessa bem composta cena que surgiu a insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, cassando em primeira instância o mais famoso representante da direita amazonense, Amazonino Mendes. Esse, bem promovido e laureado pela mídia, o ato revolucionário da juíza, fez estremecer a dedicação desses mídias. “O que fazer? Deve-se entrevistar a juíza? Sim, é matéria, é mercadoria, é pra vender, mas sem tocar no cassado. Informa-se sem opinião. Aliás, somos uma mídia independente”. Foi assim que trataram o caso. Nada de tocar no inusitado em uma terra dominada perversamente durante toda sua história pelas classes predadoras da democracia. Nada. Esperar posição dos articulistas? Qual? São articulistas da natureza abstraída sem homem real, homem social. Isso os fazem colaboradores dessas mídias. Fechados na gramática, nunca desconfiaram que o pensamento encontra-se embaixo dela (Nietzsche). Daí a força indiferente de seus escritos e dizeres. Quase um ano passou e a indiferença continuou a predominar. Tudo como se fosse algo misterioso, pecaminoso, que ninguém poderia comentar. Ironizando, diria o alemão Brecht: “E assim passou o tempo que lhe foi dado viver sobre a Terra”.

Agora, em um rito em que as opiniões proferiam “Eu já sabia!”, parte dos juristas do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) absolveu Amazonino Mendes, contentando a mídia servil. Então revela-se uma questão: o que essa mídia poderia pretender com a ilustríssima juíza Maria Eunice Torres do Nascimento se conseguisse entrevistá-la, usando o surrado bordão do “ouvir o outro lado”? Breve resposta para um inocente inútil. Ela pretenderia tão somente usar os dizeres da juíza como mercadoria/jornalística para auferir seus a-éticos lucros. Nada mais que isso, já que seu jornalismo não é disciplina cívica e muito menos serviço público. E nunca se posicionou, nem veladamente, como examinadora da decisão democrática/jurídica/política da ínclita juíza Maria Eunice Torres do Nascimento.

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Governo anuncia novo benefício enquanto mídia delira

Foi anunciado ontem pelo Ministro da Fazenda Guido  Mantega, a redução a zero da alíquota do Imposto sobre  Produtos Industrializados (IPI) para vários tipos de  móveis de vários tipos principalmente em madeira  certificada.

Além disso o Ministro ainda falou da prorrogação de  imposto zero para materiais de construção, que acabaria no  fim do ano e continuará até 30 de junho de 2010. O prazo  redutor dos imóveis é até 30 de março de 2010.

Na terça-feira Mantega já havia anunciado incentivos  tributários para carros e caminhões nessa mesma linha de  prorrogação até março próximo.

A MÍDIA IRRACIONAL NÃO ENTENDE O BRASIL

Quando o governo federal tentou aprovar uma continuidade  do IPMF, a mídia junto com a direita retrô brasileira  falaram que era um absurdo, pois iria sobrar mais pra  bandalheira de um governo que não preza pelo povo(?). Com  o fim do IPMF eles se acharam que havia uma grande vitória  contra o governo.

Agora com o anúncio destas medidas e para um movimento e  valorização da economia o governo deixou de arrecadar  cerca de R$ 900 milhões de reais. Qual a logica que está  em jogo? O governo quer ou não beneficiar o povo  brasileiro?

NOVAS ACUSAÇÕES INFUNDADAS

Após a anunciação do Ministro da Fazenda, vários programas  da grande mídia atiraram para todo lado com o seguinte  argumento: A escolha do governo federal pela indústria de  móveis e construção é na verdade uma jogada política para  aproximar a candidata Dilma da região Sul, a grande  produtora de móveis. Enunciados vazios como”É puro jogo  político”, ou “lobby político” como se ouviu em vários  telejornais. O próprio ministro já tinha dito na  entrevista sobre os MÓVEIS:

“O setor de móveis está se recuperando mais lentamente que  o conjunto da indústria. Depende de exportações, que ainda  não se voltaram aos níveis de antes porque a renda dos  outros países ainda não se recuperou”

Sobre a construção:

“O cidadão toma a decisão de fazer uma reforma, mas só  compra os materiais ao longo do tempo. Por isso,  entendemos que a desoneração para o setor deve ser  estendida até junho, quando as obras estiverem sendo  concluídas”

Além disso os falsos comunicadores esqueceram que a Região  Sul é uma das que mais sofreram com a crise e continua  sofrendo com a baixa progressiva do dolar, pois de lá se  situa uma das grandes forças exportadoras do Brasil, com o  mercado de de calçados, fibras e roupas, carnes,  hortifruti, entre outros.

E ainda tem mais… Todos estes projetos fazem parte integrada de um investimento público no setor de construção (vide Minha Casa, Minha Vida , Luz para todos) e de consequências de uma maior divisão de renda e por isso não pode ser encarado como um agrado a população com outros fins.   Como diria Itamar Assumpção: “Isso vai dar repercursão. E o povo em 2010 só…

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BOLSAS E INSTITUIÇÕES DO PROUNI SÃO ALVOS DO MEC

Depois da Secretaria de Educação Superior (Sesu) encontrar irregularidades na oferta e no preenchimento das bolsas, o Ministério da Educação (MEC), resolveu suspender 1.766 bolsas de estudo e desvincular quinze instituições privadas de ensino superior ligadas ao Programa Universidade Para Todos (ProUni).

A causa foi o fato de ser detectado que alunos tinha renda incompatível com o programa que concede bolsas para estudantes cuja família tenha renda baixa. Par chegar à irregularidade, o ministério fez cruzamento do CPF dos bolsistas com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e bases de dado de universidades públicas. No final, encontrou-se o seguinte demonstrativo: 598 eram proprietários de veículos caros, 34 tinham curso superior, 631 eram matriculados em universidades públicas, 561 tinham empregos com renda superior à permitida.

O nome dos bolsistas serão encaminhados à Advocacia Geral da União (AGU) para que seja instaurado processo, além de terem que devolver o dinheiro que receberam como bolsistas. De acordo com Maria Paula Bucci, secretária de Educação Superior, todos os anos, o MEC realizará essa “malha fina”. Para a secretária, a fraude é pequena frente ao número de bolsistas. “O percentual é de 0,4% dentro dos 396 mil bolsistas ativos. Toda regra tem um certo índice de cumprimento”, afirmou Bucci.

Quanto às instituições desligadas, elas ofereciam bolsas em menor quantidade do que deveriam. Como essas instituições recebem isenção fiscal para receberem as bolsas do programa, a Receita Federal poderá pedir ressarcimento. Mas não são só essas instituições que se encontram nessa situação. Mais trinta e uma instituições encontram-se no mesmo caso, mas fizeram um termo de saneamento com o ministério. Deverão oferecer 5% a mais de bolsas para compensar o que deixaram de oferecer.

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CHÁVEZ DIZ QUE COM LULA BRASIL DEIXOU DE SER “SUBIMPERIO”

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou no palácio presidencial de Miraflores, no momento da visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que o presidente Lula tirou o Brasil da condição de “subimpério”.

O Brasil não é mais o que era, uma espécie de subimpério ajoelhado ao império ianque, até que chegou Lula, o companheiro, impulsionado pelos trabalhadores, pelos camponeses, pelos jovens, pelo povo desta grande nação que é o Brasil”, afirmou o presidente da Venezuela.

Chávez também comentou para Ahmadinejad a condição da Bolívia, que antes era “uma colônia ianque, até que brotou da terra o povo Boliviano”. E, entusiasmado, disse: “Somos livres. Apenas um continente livre pode receber-te como recebe”.

Depois de discursar por muito tempo, Chávez ouviu do presidente iraniano seu conhecimento de anfitrião. “Vamos estar juntos com dignidade, resistência, consciência e inteligência. Dou graças a Deus por estar aqui, entre meus irmãos, com um grande povo resistente. Estamos no início do caminho para o topo”, disse Ahmadinejad, concluindo, “Viva a Venezuela, viva Chávez!”

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POR FORA DE FUTEBOL

“Eu entro em campo para ser feliz” Valdívia, craque chileno.

“Eu entro em campo pra ser feliz.” (Valdívia, craque chileno)

§§§§§§§§§§§§§§§§ SUDAMERICANA

FLUZÃOZÃO DESAPARECEU NAS ALTURAS

Quando o Mengão foi desclassificado da Sudamericana, seus torcedores disseram: “Bem, ele agora pode se dedicar só ao Brasileirança”. Deu certo: o Mengão tá que tá, apesar do Goiás. Já o Fluzãozão, que naquele tempo era Fluzinho, foi em frente e aos poucos foi que foi, e foi chegando até a final. Entretanto, tanto a comissão técnica como jogadores e torcedores passaram a comentar sobre o cansaço do time em função da disputa dos dois campeonatos.

Ora, todos sabiam que ia acontecer esse transfutebolístico, pois sempre acontece, e não é só com times brasileiros. São os ossos do futebol mal administrado que nunca mudam, porque tem o beneplácito dos clubes a mídia e, além, é claro, do torcedor.

Ontem, dia 25, pela noite, o Fluzãozão desapareceu nas alturas equatorianas, tomando cinco dendecadas contra uma em plena primeira partida. Não jogou nada. Estava irreconhecível. Não havia Fred, Conca, e muito menos goleiro. Um verdadeiro frangalhão. Foi uma equipe totalmente equivocada – por cortesia, para não dizer errada – sem qualquer jogada conhecida de seus torcedores apresentadas nas últimas partidas disputadas com denodo, talento e garra. Foi um verdadeiro Fluzinho.

Agora, jogadores e comissão culpam as alturas e o cansaço. Pobre argumento que não o livra de possíveis derrotas. Espera-se que não. Mas é preciso saber lidar com o real e não ficar culpando aquilo que, pelo menos, não vai mudar. Mas é preciso ir em frente lutando para reverter o placar, que é difícil, e deixar a zona fria do Brasileirança definitivamente. Em frente, Flu! Volta a ser Fluzãozão!

AMÉRICA F.C. DO RIO ESTÁ DE VOLTA À PRIMEIRONA

Romário, seus companheiros de equipe, mais o espírito de seu pai, conseguiram o prometido: Soerguer o América F.C. e levá-lo à primeira divisão do campeonato carioca. Pelo feito do time rubro capetista, parabéns!; mas pela realidade do futebol carioca da primeira divisão, lamentos. O campeonato carioca é horrível de ruim e desorganização. Só não é o pior do Brasil, porque existe o Amazonas, que não tem futebol e ainda quer ser sede da Copa de 2016. Só tomando o fato como caso de delírio.

De qualquer sorte, vamos para cima, Diablos Rublos! Vamos pelo menos lembrar pela imaginação os bons tempos do América de Pompéia, um dos melhores goleiros do futebol brasileiro. Famoso guarda-meta do América, “no tempo que Dondon jogava no Andaraí”.

############ Um craque se conhece pela bola e não pelo pé. Quando ele se confunde com a bola, devir-bola, como Maradona. Em campo o adversário não podia segui-lo: era total dissipação. A enésima potência do gol. #############

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Wednesday, November 25, 2009

PSDB QUER FHC ATRÁS DO MURO DO MURO PSDB

O PSDB, partido-mor da corretíssima direita – burguesia-floral -, anda expressando incômodos, agora, quanto à persona non grata, Fernando Henrique, ícone da erudição inútil, por sua proximidade de Serra, eterno candidato da retrógrada reação.

Diante de publicações de institutos de pesquisa que afirmam ser a presença de Fernando Henrique, ligado a Serra, o motivo de sua queda vertiginosa, os psdbistas se reuniram para encontrar uma forma de afastar o Príncipe da Sociologia Fóssil, dos lugares por onde possa transitar Serra. Mesmo que seja só em forma de marketing partidário: “Olha, gente, o Fernando Henrique não tem mais nada a ver com o Serra”. Ou seja: uma fórmula de concretizar a lei do murar em Fernando Henrique. Já que, referente às questões políticas-sociais, o PSDB sempre foi visto como um partido do muro, dado seu talento de equilibrista quando colocado frente a frente com o capitalismo e o socialismo.

Uma ‘muridade’ ofensiva à combatente da Social Democracia, Rosa Luxemburgo, cuja morte revolucionária foi enterrada embaixo do muro, nicho do PSDB.

Todavia, esta tentativa de ocultar Fernando Henrique, ao invés de resolver a situação do partido serrista, piora, já que os próprios membros do partido clamam aos quatro cantos – embora fantasiosamente – que os governos dele foram os mais produtivos da história do Brasil. Mais do que o de JK. E que o governo Lula está apenas colhendo os frutos plantados por ele. Aí a incoerência dos muristas em querer murar o Príncipe da inutilidade política. Se ele é tão produtivo, por que murá-lo? Seria lógico que o usassem como garoto propaganda da campanha Serra. O que já garantiria Serra, pelo menos no segundo turno das eleições de 2010.

Mas segundo observadores situados no phatos da distância, as despencadas de Serra não tem nada com o Príncipe da velhice sabotada. O responsável pelos despencas é Serra com seu sabor amargura/rancor. Amargura contínua semelhante à que passa, no momento, seu Palmeiras, em que os próprios jogadores estão saindo no braço. Assim como os braços que querem esconder Fernando Henrique.

Mas, de qualquer sorte, se se concretizar a ‘muração’, nada como aproveitar a sombra do muro e ficar calmamente lendo o livro de contos do filósofo Sartre, “O Muro”, principalmente o conto “A Infância de Um Chefe”. Que saudade, hein, direita!

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TRE-AM ABSOLVE AMAZONINO EM MEIO A OPINIÃO “EU JÁ SABIA”

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), reuniu ontem, dia 24, seu pleno para julgar o prefeito cassado em primeira instância, Amazonino Mendes, pela ilustre juíza Maria Eunice Torres Nascimento. Um processo em trânsito em julgado que por si só não poderia ter outro resultado senão o proferido em primeira instância. O que não ocorreu. Com uma votação que adentrou à noite, e que terminou com quatro votos a favor da não cassação e três a favor da cassação, o prefeito cassado foi absolvido da acusação de abuso de poder e compra de votos.

O resultado só veio corroborar com a opinião que se ouvia em Manaus por aqueles que estavam interessados no acontecimento. Para eles, o TRE-AM iria absolver Amazonino. Alguns chegando mesmo a fazer uso do refrão usado pelas torcidas dos times de futebol: “Eu já sabia”. Mas ao contrário das torcidas, que fazem uso desse refrão para confirmar a vitória de seus clubes, os eleitores manauaras usaram o refrão para antecipar sua opinião sobre a votação de forma irônica.

Durante a sessão, observou-se a superioridade intelectual e profissional do procurador-regional Edmilson Barreiros, que proferiu um discurso livre, contagiante e respaldado, tanto em enunciações técnicas, como democráticas. Uma performance jurídica que envolveu a maior parte dos presentes. Uma postura própria de uma magnífica aula para os que pleiteiam uma carreira proba no direito, tendo a democracia como modelo a ser seguido.

Por sua vez, o relator do processo, juiz federal Márcio Luiz Freitas, com visível domínio da jurisprudência democrática, discorreu sobre sua tese de defesa de cassação, elucidando todos os pontos que mostravam o crime eleitoral encontrado no processo de cassação de Amazonino, realizado pela magnânima juíza Maria Eunice Torres Nascimento. Sua erudição jurídica e sua leveza em mostrar os fundamentos da cassação foram tão convincentes que ocorreu, em alguns momentos, nos presentes a certeza que prevaleceria a penalização imposta pela insigne juíza Maria Eunice Torres Nascimento. Momentos claramente expressos nos que pretendiam a cassação e confusos nos que pretendiam votar pró Amazonino. A superioridade do juiz Márcio Luiz, como um homem engajado na práxis do direito democrático, era vista na postura daqueles que depois, no momento da votação, decidiram pela absolvição de Amazonino. Prevaleceu o dito do filósofo Alemão: “É impossível incomodar quem não quer ser incomodado”.

Durante a votação, ocorreram dois fatos hilariantes, além-jurídicos. Um proporcionado pelo jurista Antônio Barros de Carvalho. Quando apresentando as provas das notas frias usadas pela coligação de Amazonino, Barros de Carvalho disse que isso era comum, referindo-se ao uso de notas frias. O outro fato hilariante foi proporcionado pela juíza Joana Meirelles, que ao votar confundiu o artigo 41-A e o 30, sendo ambos artigos que propõem cassação e multa. Confusa, não sabia que tinha votado pela cassação de Amazonino, empatando a votação. O que levou o procurador-regional Edmilson Barreiros dizer à desembargadora Graça Figueiredo, que presidia a sessão, que ela era o voto de Minerva. E não deu outra: o voto de Minerva era Amazonino.

Ainda houve o fenômeno do déjà vu na sessão. A desembargadora Graça Figueiredo, o juiz Mário Augusto, o juiz Elci Simões e a juíza Joana Meirelles, que votaram pró Amazonino, foram os mesmos que em sessão no começo do ano, pediram o afastamento da ilustre Juíza Maria Eunice Torres do Nascimento da presidência do pleito de 2008. Fato depois anulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reconduzindo a ilustre juíza ao cargo, afirmando ter sido um ato arbitrário praticado pelos magistrados contra a ilustre juíza.

Nos transcursos jurídicos, a absolvição de Amazonino foi só um alento momentâneo para si e seus correligionários. Nada está decidido definitivamente. O ínclito procurador-regional Edmilson Barreiros vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, território com estado de coisas e enunciação diferente do TRE-AM, principalmente por ser instância superior à estadual.

Recorrendo à história, pode-se comparar que a vitória de Amazonino e seus votantes do TRE-AM é apenas vitória de Pirro. Mesmo não tendo tanta comemoração por seu lado.

Para aqueles que sofrem de amnésia política-jurídica, aqui fica um bom memorial.

Estes são os que votaram pela absolvição de Amazonino:

  • Jurista Barros de Carvalho
  • Juiz Elci Simões
  • Juiz – indicado pela OAB – Mário Augusto
  • Desembargadora Graça Figueiredo

Estes pela cassação de Amazonino:

  • Juiz Federal Márcio Luiz Freitas
  • Desembargadora Socorro Guedes
  • Juíza Joana Meireles – que votou pela cassação, mas em estado de confusão
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Tuesday, November 24, 2009

AMAZONINO EM JULGAMENTO E AS TRISTES OPINIÕES

Logo mais, às 16h e 30 minutos, começa o julgamento do prefeito cassado Amazonino Mendes, acusado de crime eleitoral. Ele afirma está tranquilo. Moradores de Manaus afeitos a fatos além de suas privacidades, que se encontram preocupados com a comunalidade, com o processual construtor de novas formas de existências, tecem comentários sobre o resultado do julgamento. Na maioria, prevalece a opinião de que Amazonino não será cassado. Em suas opiniões, logo vem a razão: ele é poderoso.

Preocupante essa opinião, pois implica a seriedade dos juízes. Se há provas reais que possam levá-lo à cassação, alguém vai confundir-se, se ele for absolvido. Se não há provas para cassação, errou quem cassou-o em primeira instância. Mas pode não haver nenhuma das proposições jurídicas. Podem existir outras que não chegam ao moradores de Manaus, preocupados com seu endereçamento político.

O certo é que paira na face da cidade, e em sua voz, uma iminente perspectiva que não se compõe com as linhas produtivas e as singularidades da democracia. Vamos esperar o veredicto dos juízes nesse julgamento histórico, que muda, ou mantém, o já visto. Ou o já posto.

De qualquer sorte, se Amazonino for absolvido, será, momentaneamente, uma vitória de Pirro. O Ministério Público, recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lá a conterraneidade desaparece.

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LULA E DILMA SOBEM E A DIREITA DESPENCA

Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e Instituto Sensus revela que tanto governo Lula quanto a sua avaliação positiva subiram em comparação à pesquisa passada realizada no mês de setembro.

Na pesquisa de setembro, Lula teve a avaliação positiva de seu governo conferida em 65,4%. Na pesquisa de novembro passou para 70%. Na pesquisa de desempenho pessoal de setembro, Lula tinha 76,8%. Em novembro passou para 78,9%.

Falando sobre se o blecaute havia atingido a avaliação de Lula, o presidente da CNT, Clésio Andrade, afirmou: “A princípio, o blecaute não influenciou negativamente a avaliação do presidente ou do governo e nem colou na imagem do presidente ou de sua candidata, Dilma Rousseff”. Já o presidente do instituto Sensus, Ricardo Guedes, ao falar sobre o principal motivo do crescimento de Lula na pesquisa, disse: “Está claro para a população que Lula melhorou o país e o projeto no exterior”.

Na avaliação para a sucessão presidencial entre os nomes de Serra e Dilma, a pesquisa mostrou mais uma queda do governador de São Paulo do PSDB, e a subida da ministra Dilma, do PT. Para os avaliadores, a queda de Serra se deve a dois fatores: ele ainda não decidiu sobre sua candidatura, e sua ligação direta com Fernando Henrique, que tem grande rejeição popular.

Esses dois fatores, que tentam responder pela queda de Serra nas pesquisas, não são reais. Serra é candidato há mais de dez anos. A população brasileira já o conhece demasiadamente, a prova é o aparecimento constante nas pesquisas de intenção de votos. O que anula o primeiro fator. Quanto ao segundo, a rejeição de Fernando Henrique, já perdura há mais de dez anos. A população brasileira o rejeita muito antes de acabar seu segundo mandato.

O que pode estar pesando na queda de Serra é a óbvia certeza que agora a população passou a ter quanto ao PSDB. O partido, além de ser profundamente anti-popular, não tem projeto de governo. Os oito anos de Fernando Henrique constataram essa obviedade política/administrativa. O PSDB apenas completou uma estadia no Planalto Central. Mesmo com toda alucinação dele ver no governo Lula a continuação da estadia de Fernando Henrique. O que, se fosse verdade, Lula não teria ficado nenhum ano na presidência, já que teria dado continuidade ao governo Fernando Henrique, que não teve projeto para o Brasil. Logo, o Brasil já teria desaparecido na miséria. O que se testemunha hoje é o contrário.

No mais, Serra desce nas pesquisas em função da lei da gravidade da política democrática: como a direita não tem projeto de governo, sua tendência é despencar.

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