AZEREDO (PSDB) ACUSA MINISTRO E É DESMENTIDO
O senador do PSDB de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ministro deste Ministério, Joaquim Barbosa, relator de seu processo – cujo voto denuncia sua participação no esquema, juntamente com o publicitário Marco Valério, conhecido como “mensalão” de Minas Gerais -, incluiu provas falsas em seu processo.
“Em meio às peças de acusação, o ministro colocou um recibo de incríveis R$ 4,5 milhões. Esse recibo sequer foi mencionado na ação da Procuradoria. É um recibo falso que nunca foi assinado por mim. Ele tem um erro grosseiro de português que fez com que em janeiro de 2007 eu fizesse uma denúncia na Polícia de Minas Gerais contra um lobista. Isso me traz indignação porque não é possível que isso seja colocado como prova. Um recibo falso, que nunca assinei e com erros grosseiros”, se defendeu Azeredo, acusando o ministro Joaquim Barbosa.
Por sua vez, o ministro Joaquim Barbosa, defendendo sua posição jurídica, que pede punição para o senador do PSDB, pois, segundo o ministro, Azeredo participou de um suposto esquema de arrecadação ilegal para sua campanha, sentenciou: “O que eu tinha a dizer sobre isso, falei ontem. Não há uma única palavra na defesa do acusado sobre esse recibo de R$ 4,5 milhões. Esse recibo de R$ 4,5 milhões consta na denúncia e a defesa silenciou completamente sobre ele”.
O certo é que Azeredo, vendo-se em um processo de difícil decisão favorável à sua pessoa, está se apegando a tudo. E nesse apegar-se a tudo, já está querendo colocar o Supremo sob suspeição quando do caso Lula, afirmando que o mesmo foi brando com o presidente.
O relator, ministro Joaquim Barbosa, já pediu a investigação de Azeredo por crime de peculato. Para que o senador do PSDB seja transformado em réu é preciso que seis ministros votem por sua investigação.







