PROPOSTAS DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA JOVENS NEGROS
Tendo como foco principal a ampliação do acesso às oportunidades econômicas, sociais, políticas e culturais de jovens entre 15 e 24 anos em conflito com a lei, com baixa escolaridade ou expostos à violência doméstica e urbana, foi publicado hoje, dia 4, no Diário Oficial da União as 24 Propostas enviadas pelas prefeituras e estados, solicitando do governo federal apoio à prevenção contra jovens negros.
Na avaliação do subsecretário de Ações Afirmativas da Presidência da República, Martvs Antonio Alves das Chagas, através do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) no Projeto Farol – Oportunidade em Ação, promovido pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir) em parceria com o Ministério da Justiça. Serão investidos no programa, ainda este ano, R$ 3,3 milhões.
Segundo o subsecretário, a meta do projeto é estimular nos estados e municípios planos de ação para diminuir os números de homicídios, gravidez precoce na adolescência, uso de drogas, que, segundo ele, a juventude negra aparece no Brasil como o principal personagem da violência, tanto como vítima e como agressor. Para ele, não se trata de reverter o índice de violência entre jovens negros, mas tratar a juventude brasileira através de um recorte: “Há uma juventude dentro dessa juventude que precisa de mais atenção”, disse.
Sem data para ser implementado, o Programa terá a duração de um ano e suas ações serão monitoradas por Técnicos do Ministério da Justiça e da Seppir, que atuarão nas áreas aprovadas como Sudeste, que tem a maior parte dos projetos aprovados, 67% (São Paulo, com 48% ), Nordeste, 16%, Sul, 13%, e o Norte e o Centro-Oeste, as duas com 2%.
Embora entendendo que o recurso para por em prática as ações do Programa seja pouco, entretanto, Martvs mostrou-se contente com a possibilidade do sucesso do Programa, que pode mudar a condição do jovem negro hoje no Brasil. Falando sobre a discriminação predominante, afirmou: “A ideia é fazer o teste e verificar se estamos certos. O estereótipo confirmado pela estatística é o que o jovem negro é aquele que tanto mata quanto morre. O fato de nascer negro no Brasil já reduz nossa expectativa de vida 20% e o fato de viver no crime ou às margens da lei reduz ainda mais”.







