Sunday, October 11, 2009

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

11 DE OUTUBRO: DIA DE SAIR DO ARMÁRIO

Nota da coluna: o texto de hoje é relativo à uma campanha do grupo brasiliense Estruturação, engajadíssimo e um dos principais movimentos organizados LGBT do país. Eles estão promovendo o Dia de Sair do Armário 2009. Boa idéia, principalmente levando-se em conta que, de um grupo engajado como o Estruturação, entende-se o sair do armário não apenas como um ato político de denominar-se homoerótico (o mesmo ato pode ser reacionário, a depender do contexto, como já discutimos aqui), no sentido de tornar visível uma demanda social – que não é apenas a dos LGBT, mas a da potência coletiva das chamadas minorias (“Nós somos os pobres!”), aquela que efetivamente produz através do trabalho a riqueza que o sistema capitalista consome, parasitariamente. Daí a importância da campanha, que se estende do plano político para o social, psicológico, antropológico, econômico e transborda em todas as áreas da ação humana. Se você conhece algum amigo que ainda não deu o primeiro passo na pista, neném, dê um empurrãozinho, bata um papo. Nada mais libertador do que enfraquecer o olhar judicativo da moral social e fazer-se protagonista da própria existência. Divulgue e divirta-se. O dia é hoje. O dia é todos os dias. Curtam!

Todo dia é dia se se viver como somos, mas 11 de outubro no Brasil passará a ser um dia especial quando o assunto for viver longe da mentira e da omissão no que diz respeito à homossexualidade, à bissexualidade e à identidade de gênero. O Estruturação – Grupo LGBT de Brasília, a partir deste ano, passará a comemorar o 11 de outubro, Dia de Sair do Armário.

O objetivo é envolver lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e heterossexuais na construção de uma realidade em que a diversidade de orientação sexual e a identidade de gênero possam ser vividas de forma livre e respeitosa. Algo que passa, necessariamente, pelo bem-estar individual de se colocar na sociedade como LGBT sendo-se verdadeiramente quem se é. Não acreditamos em um conceito de integridade psicológica, base para uma vida plena como cidadão/ã e ser humano, no qual uma pessoa precise mentir, omitir ou dissimular sua orientação sexual e sua identidade de gênero para poder estar em sociedade.

A iniciativa é feita para trazer ao Brasil o movimento sobre o tema que é feito desde 1988, quando, nos EUA, começou-se a celebrar o National Coming Out Day, em 11 de outubro. A proposta não é determinar um dia para se sair do armário, mas sim levantar o debate sobre a importância de se assumir e se ser publicamente quem se é internamente.

A campanha, inédita no Brasil, tem várias ações:

- Concurso nacional de fotografias relativas ao tema sair do armário com distribuição de prêmios;

- Orientações sobre como sair do armário, enfim, assumir-se como LGBT;

- Explicação sobre o termo a origem do termo sair do armário;

- Divulgação de como pessoas LGBT influentes e conhecidas enfrentaram o desafio de não mentir ou omitir a própria orientação sexual e/ou identidade de gênero.

Saiamos, quebremos, destruamos todos os tipos de armários contra nossa liberdade. Venham para aqui fora, onde podemos ter a felicidade não do vizinho, da mãe, do pai, do colega, das outras pessoas, mas sim a nossa própria felicidade. Até porque quem nos ama verdadeiramente também se alegra quando ficamos felizes. E é isso o que conta na vida!


O QUE É “SAIR DO ARMÁRIO”?

A expressão “sair do armário” teve origem no início do século 20 a partir de uma analogia que relaciona a introdução dos homossexuais no universo gay a uma festa de debutante: a comemoração de uma adolescente por se transformar numa mulher e ter sua representação formal na sociedade por alcançar a fase adulta ou estar apta para se casar.

O professor de História da Universidade de Yale, George Chauncey, diz, no seu livro “Nova Yorque gay: gênero, cultura urbana e o mundo do homem gay”, que: “Pessoas gays nos anos anteriores à 1ª Guerra Mundial não falavam de “sair para fora (coming out)” do que nós chamamos atualmente “armário”, mas sair para o que eles chamavam sociedade homossexual ou o mundo gay”. Então a saída era, na verdade, uma entrada na cultura gay, com seus bares, locais de confraternização, boates etc.

Pelo apresentado, usar o termo sair do armário para a época dos anos 20 e 30 é errado. O usual mesmo era apenas o sair, o “ir para fora”, uma expressão que chegou ao meio científico nos anos 50 ainda sem o “armário”.

Ainda de acordo com Chauncey, uma mudança iria ocorrer tempos depois. O foco antes dos anos 50 era a respeito da entrada nesse “novo mundo de esperança e solidariedade”, mas os tumultos em Stonewall implicaram na expansão daquele conceito. Ao “sair” acoplou-se o “de onde” e, aí, veio o armário.

Essa mudança no foco sugere que “sair do armário” é uma metáfora mista, uma evolução de “o esqueleto no armário” especificamente se referindo a viver uma vida de negação e sigilo por ocultar a orientação homossexual ou bissexual. Ter esqueletos no armário é uma expressão que fala de segredos bem profundos, algo muito bem guardado.

Portanto, registre mais essa: a expressão sair do armário veio de um misto de festa de debutante com a movimentação política ocasionada pela Rebelião de Stonewall, feita em 1969 em Nova York e que marcou o ativismo LGBT moderno e deu origem às paradas do orgulho.

Fonte: Wikipedia.org
Tradução: Márcio Barrios (tradutor voluntário do Estruturação)

Esse texto faz parte da comemoração do Dia de Sair do Armário 2009, celebrado em 11 de outubro, feita pelo Estruturação – Grupo LGBT de Brasília.

Muáh!!! pra vocês! Se joguem nas news!

Φ DISSERTAÇÃO MOSTRA LUTA DO MOVIMENTO LGBT BRASILEIRO CONTRA A AIDS. O trabalho de dissertação realizado pelo historiador Gabriel Vitiello, do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz é importantíssimo para quem quer entender os movimentos do segmento LGBT e sua atuação política no Brasil. Ele procura analisar o papel dos homossexuais na luta contra a AIDS, desde o início da epidemia, até o ano de 1992. Gabriel usa como fontes o histórico (hihihi…) periódico O Lampião da Esquina, uma das primeiras publicações para o público Gay no Brasil. Fala ainda sobre a cobertura irresponsável da imprensa, sobretudo nos anos oitenta, quando a pecha de “peste gay” cobria as manchetes de jornais e auxiliava a estabelecer uma subjetividade dura, estigmatizante e perigosa para a população LGBT. Mas Gabriel destaca mesmo á potência ativa do movimento LGBT, movimento entendido aqui não só como entidades legalmente organizadas, mas envolvendo todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, forçaram a barra para que se ouvisse e visse – num plano de visibilidade social – o problema da AIDS para além do preconceito. “Tais atitudes levaram a sociedade brasileira a um salto significativo nas discussões e debates sobre assuntos ligados à sexualidade na década de 1980”. (…) Se antes o tema sobre relacionamento sexual era um grande tabu, com o debate sobre a Aids as discussões sobre prevenção sexual passaram a ser tratadas não só nas escolas como também em comerciais de televisão e no ambiente familiar”. Grande sacada do companheiro Gabriel. De quebra, ele deu dois toques importantíssimos. Primeiro, estudar profunda e criticamente o movimento LGBT no Brasil ajudará a compreender melhor em que pé estamos e para onde queremos ir. E segundo, transformou o inócuo, inodoro e insípido ambiente acadêmico, com suas teses traçofílicas, em algo social e comunitariamente desejante. Adoramos! Para encontrar a dissertação, pedir uma cópia ou até contactar Gabriel, você pode entrar em contato com a COC/Fiocruz. Sentiu a brisa, Neném?

Φ QUE TAL IR À 9a PARADA LGBT DE MACEIÓ, MANINH@? Sem sambódromo e sem confinamento domesticado, a nona edição da Parada Gay de Maceió, capital da belíssima Alagoas, acontece nesse domingaço, na alucinante praia de Pajuçara! Ai essa colunéeeeesima lá! O mote da parada este ano é um trecho de uma canção de Caetano Veloso, para delírio da Melissinh@: “Cada um sabe a dor e o delírio de ser o que é”. Claro, ninguém é, mas Caê não sabe disso, e os gays, mesmo não sabendo, sabem. Vai ter divulgação de programas de combate à AIDS e quem quiser fazer o teste rápido, também poderá. Mil DJ’s, festa e alegria engajadas. Não esqueça o filtro solar, maninha! É hoje, a partir do meio-dia, na praia de Pajuçara, com realização do Grupo GGAL. Sentiu a brisa, Neném?

Φ 5a CONFERÊNCIA DA ILGA-LAC OCORRE EM JANEIRO, NO BRASIL. A ILGA – Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Pessoas Trans e Intersex, federação internacional que congrega grupos locais e nacionais que trabalham na promoção dos direitos LGBT em todo o mundo – vai realizar a sua conferência regional para a América Latina e Caribe em Curitiba, Paraná, entre os dias 27 e 30 de janeiro de 2010. O objetivo dos trabalhos nesta confê será a definição de estratégias de promoção dos direitos humanos, da cidadania, da saúde e da cultura da população LGBT da região da AL e Caribe, para o biênio 2010/2012, além da eleição de representações regionais. Para saber mais, incluindo como participar, você pode acessar o site do grupo Dignidade, aqui. Sentiu a brisa, Neném?

Φ NOVO PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA DA ONU É CONTRA DIREITOS LGBT. E falando em ILGA, a entidade demonstrou preocupação e rejeitou as declarações do novo presidente da Assembléia Geral da ONU, o líbio Ali Treki. Ele afirmou ser contrário à universalização dos direitos civis LGBT. Para ele, os países devem ter autonomia para determinar esta questão. É preciso compreender aqui que a Líbia é um país onde tradicionalmente os direitos LGBT não são reconhecidos, e que não se poderia esperar outro comportamento de um de seus representantes. Não se chega a um alto cargo no plano da política nacional e internacional sem “incorporar” os valores da nação, ainda que valores considerados negativos. Já são 66 os países que ratificaram a declaração universal que pede a descriminalização do homoerotismo no mundo. Sentiu a brisa, Neném?

Φ DEPUTADO AMAZONENSE QUER FATURAR EM CIMA DA DEMANDA LGBT. O deputado estadual Josué Neto (Sem Partido), corregedor e vice-líder do governo Braga na ALE/AM, propôs a criação de um disk-homofobia, sistema 0800 em funcionamento 24 horas, para receber denúncias de homofobia e violência contra a população LGBT no estado. Boa idéia? Nem tanto, se considerarmos que o Centro de Direitos Humanos Adamor Guedes já possui um telefone para denúncias, que embora não seja gratuito nem funcione em regime integral, é um esforço daquela moçada que trabalha ali e que, sempre que possível, auxilia na resolução de problemas que chegam àquela instância. O caso seria apenas de alocar recursos para que o telefone do centro recebesse o ‘upgrade’ para o 0800, sem estardalhaço. A medida do deputado assemelha-se ao oportunismo de outros parlamentares, que à custa de alocação de recursos para eventos anódinos como a parada Parada Gay de Manaus, exaltação à domesticidade, transformam-se em baluartes da causa. Coisa que o pessoal do babado sabe bem ser tapeação pra domesticado comprar e acreditar. Josué, da “nova” geração (nova de cronologia, porque de código, tem séculos de idade) de políticos da tradicional direita manaquara, apenas se aproveita do nicho eleitoral, e embarca na prática corriqueira dos parlamentos Brasil afora. Criar, que é bom, nada. Em tempo: quem quiser entrar em contato com o CRDH ‘Adamor Guedes’, pode fazê-lo pelo emeio crch@sejus.am.gov.br, ou pelo telefone (92) 3215-2736. O centro funciona na Secretaria Estadual de Justiça, no antigo prédio da Assembléia Legislativa do Estado, na Av. Sete de Setembro, próximo ao IAPETEC e à praça Dom Pedro, também conhecida como praça das trabalhadoras. Sentiu a brisa, Neném?

E não se perca na balada, querida! Para entender o que as bees estão falando, confere aí embaixo as principais gírias do mundo LGBT! Aloka! Hihihi…

VOCABULÁRIO LGBT

- LETRAS “T” -

Tá boa: quando você não acreditar em alguma história, é só dizer: Tá boa?!

Tá meu bem: interjeição de espanto popularizada pela drag Dimmy Kieer.

Tata: sabe aquela amiga que vive com o amigo gay? Então…

Tia, tiona: bicha velha.

Tô Lôca!: expressão utilizada para expressar mau humor acompanhado de álcool ou drogas.

Tô Passada: expressão de espanto.

Tô bege: equivale a “não acredito, tô pasma, boba, plissada, passada, colocada….”.

Tombado: caído, sem graça. Ex.: aquele bar tá tombado. Tá uó.

Tombar: falar mal de algo ou alguém.

Transformista: o mesmo que Travesti. O termo “Travesti” costuma ser utilizado mais para prostituição, um Transformista apenas se veste com roupas do gênero oposto para espectáculos.

Transsexual: uma pessoa que pensa ou se comporta de forma séria como se tivesse o corpo com o género errado. Muitas vezes (mas nem sempre) sujeita-se a uma operação de mudança de sexo. Os termos pré-operatório e pós- operatório distinguem os Transsexuais que fizeram a cirurgia de mudança de sexo dos que ainda não a realizaram. Um Transsexual Não-operatório é um que, por qualquer razão, não pode ou escolheu não ser operado.

Trava: travesti.

Travar: tornar-se travesti.

Travesti: (em inglês: transvestites) homem que se veste e maquilha ocasionalmente de forma a parecer uma mulher, note-se que ao contrário dos transsexuais um travesti (tb conhecidos por Crossdressers) não se consideram mulheres nem pretendem sê-lo. Muitos transsexuais são heterossexuais, e nunca fazem operações de mudança de sexo.

Tricha: gay que já é mais que bicha, que dá muita pinta.

Truque: mentira, enganação. Trucosa ou truqueiro: que dá truque. Trucón: o truque em si.

Tudo: quando algo for muito bom. Ex. Meu modelo tá bom? E o amigo responde: Tá tudo bi!

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

Posted by AFIN in 05:50:01
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