Thursday, October 1, 2009

WALLACE CASSADO NA ALE-AM

Terminou agora há pouco o julgamento do deputado Wallace Souza (PP) na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).

No total, foram 16 votos a favor da cassação, 04 contra e 03 abstenções.

Com o democrático placar, Wallace deixa de ter foro privilegiado e perde os direitos políticos por 8 anos.

Além disso, agora como cidadão (?) comum, Wallace poderá ser julgado pela justiça comum contra as diversas acusações que correm no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), entre elas formação de quadrilha e associação para o tráfico, coação de testemunhas, porte ilegal de armas e exploração sexual infanto-juvenil.

Segundo comunicado, a decisão acertada da ALE-AM será publicada amanhã no Diário Oficial do Estado (DOE).

Acostumada a acordos tácitos na ALE amazoniquim, esta cassação só ocorreu devido a pressão popular. E a população aguardou ansiosa a decisão, como pode-se inferir de um comentário neste bloguinho minutos após o anúncio da cassação.

Oliveiras Democráticas

“Exercemos o magistério. Como cidadão acompanhamos o caso Wallace pare- passo. Eis que chegou o grande dia. Esperamos a manhã toda deste 1º de outubro de 2009 e nada da sessão da ALE-AM iniciar. Quando começou já era 12:45h e chegava a hora de ir para a escola. A espectativa era grande. Ao entrarmos na sala uma aluna que, descumprindo proibição de uso de telefone na escola, escutava uma rádio e disse que estavam debatendo sobre a cassação do Deputado Wallace. Ela me emprestou o telefone/rádio e por volta das 14:45h o veredito era dado e o deputado foi cassado. Retornei às salas dando a boa nova e a gritaria de contentamento era enorme. Numa das salas gritaram alunos e o professor que passou a ministrar sua aula com mais alegria depois de nossa sociedade se ver livre de um capo.”

E a pressão da população deve continuar, para que o caso Wallace não tome os mesmos rumos da cassação do deputado Antônio Cordeiro, que perdeu o mandato em 2004, após a Operação Albatroz, da Polícia Federal, desbaratar um esquema de fraude em obras públicas comandado por ele que teria desviado R$ 500 milhões, e pela qual Cordeirinho nunca sofreu condenação nenhuma na Justiça manoniquim.

Posted by AFIN in 21:13:24
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