POR FORA DE FUTEBOL
“Eu entro em campo para ser feliz.”
Valdívia, craque chileno
////////// RECOPA SUDAMERICANA
4 a Zerô. 1 na ida e Zerô na ida. 3 na vinda e Zerô na vinda.
Quando o São Paulo goleou o Internacional, disseram que o ex-time do Muricy era o bicho. Quando o Corinthians ganhou do Colorado em São Paulo, e empatou com o Colorado em Porto Alegre, disseram: “O Timão é que é o tal”. Agora, o esquadrão equatoriano empurrando duas derrotas nos gaúchos, a balela paulista foi desmontada. Nenhum dos dois times paulistas são bons, é o Internacional que é ruim.
Todas as partidas jogadas pelo time Colorado foram semelhantes: não tem defesa, o meio não arma e o ataque é inoperante. O time, com esta face, pega uma LDU bem distribuída em campo, concatenada, movimentada, ousada, aguerrida, confiante e arrojada, só tinha que levar couro.
A LDU, na peleja da noite passada, entrou em campo, e com 5 minutos se percebeu e entendeu, que do jeito que estava jogando, qualquer momento poderia fazer uma gol. Aos 8 minutos do primeiro ‘time’, corner pela direita, cobrança, Dendeca sobe, cai no meio da grande área na cabeça do velho — velho para o futebol, mas novo para o Rock —, Espínola, não deu outra: Dendeca se arreganha na rede.
Estava facílimo, talvez, neste momento, nem torcedor Colorado, apaixonadíssimo, acreditasse que a coisa mudaria. O time não acertava uma. A LDU só… Ataque da turma do Correa pela esquerda, Vera cruza quase no mesmo lugar do primeiro do desespero inicial, e Belier sobe de cabeça, e lá vai a Dendeca para onde gosta de penetrar. Estávamos aos 39 minutos.
Intervalo. Hora dos reclames. Hora de líquido por cima, e líquido por baixo, mais fala do professor. O segundo ‘time’ não será como o primeiro, imaginam os Colorados, em máxima ‘heraclitiana’. Claro que não foi: piorou.
A LDU nem lembrou que estava ganhando de 2. Aos oito, jogada alçada para a grande área do Internacional, a Dendeca sobra para o pé de Vera, que chuta no lado direito de Lauro, mas a trave é grande demais. Os equatorianos comemoram, na noite, pela terceira vez. Estádio lotado, afirmando a força do futebol embaixo da Linha Equatorial. Zona quente demais para o Internacional.
Com a entrada de Alecsandro, depois do terceiro tento, o Colorado melhorou uma pouco, mas como diz o credo socialista: futebol é coletivo, meu. Não deu.
Pois é, seu Zé! Imagine, seu Zé, um time vampirizado. Imaginou? Agora, imagine os vampirizados perambulando pelo campo. Imaginou? Pois foi este o Internacional da noite passada, seu Zé. ‘Míngüem’ escapou na perambulação. O chamado craque argentino, D´Alessandro? Tremendo blefe. Negas de pitibiriba de futebó. E o ausente Nilmar? Distante.
Perguntaram para o Nilmar se ele tem algum jogador que lhe serve de inspiração, e ele respondeu que até 2008 era o Romário, mas que a partir de 2009 passou a ser o Ronaldo jaca que cai. Ele tem razão. O púbere está seguindo fielmente seus dois ídolos: passa a partida toda na banheira. E ninguém sabe como ele não pega um resfriado.
No mais, foi só festa bolivariana. A Sudamericana ficou no lugar certo, com a equipe certa. Jogou, jogou, jogou… ganhou. Vai que é tua, Equador!
Creio no craque
Que amacia a Dendeca no peito
Deixa ela deslizar em seu corpo
Correr leve na grama
E a embala suave na rede.
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,Um menino estava, triste, sentado em uma calçada. De repente ele viu um caroço de tucumã, e o mundo se transformou em uma só alegria. GOOOOOL!










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