POR FORA DE FUTEBOL
“Eu entro em campo para ser feliz.”
Valdívia, craque chileno
BRASILEIRÃO – B Edição das Almas
Peleja: Vasco E Bragantino
“CHEGA DE PROMESSA!
CHEGA DE CAÔ!
QUEREMOS JOGADOR!”
“Respeita o Januário do teu pai”. Em pleno São Januário, o próprio Vascão não respeitou seu Januário na noite passada diante do Bragantino.
Torcida ali, dando força para o time, e nada. A torcida ali, dando força para o time, e nada. O “time” rolando e a torcida se aporrinhando com o Vascão. Carlos Alberto dribla, passa, chuta, e o gol? Nada, seu Joaquim. Manuel, vamos ao pastel. A caravela tá que sem vela e sem cabrocha. Ninguém rebola na peleja para fazer um golzinho. Um golzinho sequer.
O Braga na sua, na sua ficou. “Se der eu meto uma”. Investidas perigosas, quase a galera abandona a caravela, mas ficou na investida.
Segundo “time”, conversa com o professor, e vamos à luta que a inglória é certa. Lá foi o Vascão ao ataque. Até que foram criadas algumas oportunidades. Defesaça, clota na trave. E o gol, seu Gaspar? Nada.
E o Vascão aporrinhando a torcida com a falta de ânimo, técnica, talento e combate. O Vascão era só tristeza, embora na nona rodada, mas já virando as costas para primeirona. Torcida é sacal. Pressente mais que jogador, técnico e toda comissão de frente. O Braga só na dele, é visitante, se conseguir um pontinho tá de boa soma.
Conseguiu. Terminou o passeio, pois não houve peleja, do jeito que começou chegou ao triste fim: zerô no placar para ambos os inertes.
Futebol só para quem está por dentro. Como pode, ninguém faz gol, e cada um leva um ponto como recompensa pela inutilidade e a desconsideração com o torcedor. Quer dizer, em um campeonato como este, se um time só empatar, garante a Série. Permanece no mesmo baixo nível. Segredos do futebol.
“Agora, cá entre nós, patrício, que coisa feia. Como a clota sofreu. Cada chute e cabeçada era um martírio. Teve até maqueiro caindo com a maca quando carregava jogador. Quer saber como foi o trote futebolístico ao São Januário? Fica com a cena do maqueiro caindo, e adiciona o grito de “Sem vergonha!” da galera para o time do Vascão. Sabe só quem gostou deste embuste chamado futebol? Os flamenguistas.”
Mas os otimistas dizem que o campeonato tá só começando. Mas não é começando que se termina, Vascão?
Peleja: Brasiliense e Duque de Caxias
BRASILIENSE E DUQUE DE CAXIAS “NO PLANALTO CENTRAL, ONDE SE DIVIDE, SE DIVIDE O BEM E O MAL”
Foi lá, que um Duque e um derivado da capital se misturaram, também, na noite passada. Ambos começaram o litígio entre os dez primeiros da Série B, mas no final continuaram entre os dez primeiros.
O juiz da partida só parou solenemente a partida em duas ocasiões. Uma no primeiro e único gol do Duque, por obra de Giovane. E outra, por ocasião do primeiro e único gol do Brasiliense, por obra de Eder. Empate. Nem Sarney, nem Agaciel, nem Arthur e nem a mídia conspiradora conseguiram mudar o ritmo da peleja, e muito menos o placar, que não se quis diferente, mesmo “cursando o segundo letal do Planalto Central”.
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A imprensa internacional alardeia que não há briga de egos entre o ‘renasceroso’ Kaká e o baladeiro Ronaldo, ambos do time do generalíssimo Franco, Real Madrid. Obviedade: não há egos no capitalismo. Há um Ego-Absoluto: o capital.
Durma tranquilo, seu Onofre, a bola gira em redor de si mesma. No mais, é o menos.









