KINEMASÓFICO APRESENTA: PRÍNCIPES E PRINCESAS, DE MICHEL OCELOT
A noite chega,
Deixando-nos viver
Nosso cinema imagiário.
Se você fosse isso,
Se você fosse aquilo,
Se você desenhasse,
Se você decidisse.
E se nós inventássemos,
E se nós atuássemos…
É hora da ação!
“E SE EU FOSSE UMA PRINCESA…”
Foi neste clima que sexta-feira (30/01/09), a AFIN, em sua sede, realizou mais uma sessão do Kinemasófico com o cinema Príncipes e Princesas (Princes et Pricesses, 1999), do animador francês Michel Ocelot.
Este cinema é composto por seis histórias criadas e encenadas por um velho e dois jovens, no seu “cinema imaginário”. Num trabalho considerado artesanal, por renunciar às tecnologias da indústria hollywoodiana de animação desde o seu primeiro longa-metragem Kirikou et la Sorcière (1998), Príncipes e Princesas tem como base e inspiração o teatro de sombras.
A festa contou com a participação das crianças da comunidade, que não se colocaram numa posição passiva diante da tela, mas que deram uma contribuição fundamental no desenvolvimento da atividade.
Após a pipoca e a conversa iniciais, as imagens começaram a ser projetadas.
O desenrolar das histórias causou espanto para alguns e estranhamento para outros, pois elas não se seguram numa moral – à la Bruno Bettleheim dos contos de fada – a ser interiorizada nas crianças, como parte da “educação exemplar”. Nas seis histórias contadas pelo autor Ocelot o fundamental é a quebra com os padrões disney estabelecidos, que geralmente se encontra nas infantilizadas imagens na tela da tv. Aqui não há exemplo para o caminho a ser seguido, nem o dualismo bem X mal, muito menos o padrão do amor nos contos de fada.
O Príncipe prefere a Bruxa, a Princesa beija o Príncipe e ele vira um sapo…
Após a projeção do cinema, a animação ficou por conta do afinado “tio” Biscoito e sua equipe, que chamou a criançada para criar seus desenhos a partir do que viram, sentiram e perceberam na exibição do cinema.
As crianças se sentiram à vontade e com autonomia, elas “têm a sua própria lógica, que nos escapa” (Truffaut), e na segunda parte da atividade – que seria um bate-papo sobre planos – quem deu a aula foram as crianças, os adultos apenas assistiram espantados tentando lembrar do tempo em que tinham facilidade para criar…
O “cinema imaginário” continuou rolando e as crianças apresentaram suas produções em meio ao furdunço de quem agora de certa forma saía do papel de invisibilidade para o primeiro plano em sua história.
A próxima sessão já está sendo organizada e faremos o anúncio no bloguinho. Lembrem-se que elas não estão restritas apenas aos comunitários do Novo Aleixo, convidamos pessoas de todos os bairros para participar deste encontro.





















Gostei muito do q vi, realmente o cinema imaginário ajuda a despertar a criatividade das crianças, ao invés de induzir ao consumo ou outras práticas da indústria do cinema de hollywood. Parabéns!!!